Em Beltrão, Alex, do Inter, fala sobre aposentadoria: “Ex-jogador não é profissão”

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Alex (segundo da esq. à dir.) e os colorados que participaram ontem do Edição Extra, na Rádio Onda Sul.

O consulado do Sport Club Internacional em Francisco Beltrão promoveu ontem à noite, no CTG Recordando os Pagos, seu 3º Jantar e Baile Vermelho e Branco. Uma das atrações para os torcedores foi a presença do craque Alex, campeão da Libertadores e do Mundial de 2006. Antes do evento, ele esteve na Rádio Onda Sul e concedeu entrevista ao jornalista Romeu Júnior, no programa Edição Extra. Alexandre Raphael Meschini, o Alex, tem 37 anos e nasceu em Cornélio Procópio. Após a aposentadoria, em 2016, ele contou que passou por momentos de incerteza. “É o primeiro evento que estou vindo sozinho. Vai fazer três anos que eu parei de jogar, vim embora de Porto Alegre pro interior do Paraná, Caloré, cidade do meu sogro, pra poder também ficar perto dos meus pais, que moram em Santa Amélia”, iniciou. Alex disse que fez recentemente o curso de treinador da CBF. “Acabei me definindo. Passei por um momento delicado de depressão pós-carreira, que é um negócio que eu nunca imaginei, mas acaba acontecendo. E tudo aquilo que Deus me permitiu viver, as pessoas boas que estiveram no meu caminho, títulos que eu conquistei, sair de onde eu saí e tudo aquilo que eu atingi, só prova que sucesso profissional, financeiro não é a garantia de felicidade. E até aconselho que, se alguém tem algum tipo de problema, que procure um profissional. Eu costumo falar, numa palestra ou num lugar que eu vou pra bater um papo, que eu não tive pensamento de me matar, mas eu passei a entender por que as pessoas se matam”, declarou Alex.

Futebol faz falta
Ele começou a jogar futsal aos 7 anos; aos 16, iniciou a carreira no futebol e foi até os 34 anos. “O futebol me faz falta, sim, mas hoje eu estou aprendendo a viver de uma outra maneira e esse contato com o pessoal te gera importância, te gera algo pra relembrar, porque ex-jogador não é profissão. Eu, felizmente, tive uma boa criação, me formei até o segundo grau e vi a importância de pelo menos isso na minha construção como pessoa.” A pretensão de Alex era jogar mais tempo, mas ele se mostrou satisfeito com a história que construiu: “Tenho muito orgulho de olhar pra trás, porque é um funil muito pequeno, a cada final de estadual são 25 mil atletas desempregados, então é uma leva muito pequena que consegue viver o que eu vivi. Viver nove anos dentro de um clube como o Inter, ganhar duas Libertadores, por dois clubes diferentes, campeão mundial, disputar a Champions League, então é muito gostoso ter esse reconhecimento e, mais ainda, o reconhecimento pessoal, porque a profissão acaba e o legado fica”.

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