Lucas Borges Gomez é carioca, mas está morando em Beltrão.
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Flávio Rodrigo e o filho Lucas: incentivo à prática do jiu-jitsu.
Foto: Aline Leonardo/JdeB
Desde os 3 anos, Lucas Borges Gomez frequenta os tatames onde o pai adotivo, Flávio Rodrigo, dá aulas de jiu-jitsu. O garoto pegou gosto pela coisa e, aos 6, passou a treinar mais sério, com outras crianças. Aos 9, Lucas já soma dois títulos brasileiros e um sul-americano. Ele é carioca, mas há seis meses está morando em Francisco Beltrão com a família.
Flávio treina jiu-jitsu desde 1994 e hoje é professor. No Rio de Janeiro, integrou a equipe da Team Nogueira, dos irmãos Minotauro e Minotouro. Ele conheceu a esposa, a beltronense Cláudia, que se mudou ainda pequena para o Rio. Cláudia e Lucas são irmãos, mas a mãe deles morreu quando o garoto nasceu e agora Cláudia e Flávio possuem a guarda do menino. “Ele apareceu lá na academia da Team Nogueira, em 2013, tinha 3 anos de idade, ficava mais no colo do que no treino. Só que ele deu continuidade, foi gostando. Quando tinha 6 anos, começou a lutar com outras crianças lá da academia e competir”, conta Flávio.
No primeiro ano em que lutou em campeonato da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, Lucas ficou em 3º lugar no Brasileiro. Em 2018, foi campeão nacional e sul-americano. Em 2019, repetiu o feito no Campeonato Brasileiro, além de vencer o Brasil Open e o Carioca. “A gente incentiva as crianças a lutarem os grandes eventos, por causa da segurança. Sabe que vai ter o respaldo de um médico, de uma ambulância, essas coisas todas. E já tem bastante medalhas”, orgulha-se Flávio.
Lucas está no 3º ano do Ensino Fundamental, na Escola Maria Basso Dellani, e continua treinando em Beltrão, na academia Be One, que o pai abriu com as modalidades de jiu-jitsu, capoeira e muay thai.
“Fui pro Rio de Janeiro na semana passada, peguei meu quarto grau na faixa preta, tô tentando trazer esse lado mais de desporto, qualidade de vida através do esporte. Então começamos o trabalho, tem aulas todos os dias e agora é só dar continuidade, trazer o pessoal pra dentro da academia, levar a sério o esporte”, completa Flávio.
No jiu-jitsu, as graduações exigem idade mínima, mas Lucas está no caminho certo para uma boa formação. “Algumas outras artes marciais, você consegue chegar na faixa preta com 13, 14 anos. Jiu-jitsu é só com 19 e, ainda assim, é um pouco complicado você dizer: ‘aquele cara é professor, aquele é profissional’ com 13, 14 anos. Você não tem uma maturidade pra isso. Então, se ele der continuidade, vai se formar cedo, vai ter 10 anos pra lutar como adulto, porque o adulto é até 30 anos. Agora ele tem que dar continuidade, não tem muita escolha na vida”, brinca o pai e professor.






