O comandante da equipe beltronense disse que o atacante de 38 anos merece uma menção honrosa na cidade pelo que fez contra o Operário.
O técnico Agenor Piccinin rasgou elogios para o atacante Marcelo Régis, que não joga mais pelo União na temporada 2020. O comandante da equipe beltronense disse que jogar mais de 15 minutos com duas costelas fraturadas e o pulmão perfurado é dar exemplo às novas gerações sobre o que é “ser um atleta de verdade”.
“Um jogador de 38 anos, que ficou duas semanas parado se recuperando de lesão, jogou 90 minutos nesse jogo e, o pior, com uma lesão grave, com fratura na costela e perfuração de pulmão, conseguindo atuar até o fim do jogo. Vou levar comigo essa bonita história de um atleta de verdade. Se o Marcelo parar de jogar amanhã, pode ficar satisfeito porque, com certeza, o que ele fez contra o Operário foi o maior gol da vida dele. E vai deixar pra uma sociedade jovem que vem aí um grande exemplo de campeão, um campeão de superação. Esse moço merece uma menção honrosa na cidade”, disse Agenor, em entrevista para o repórter Ademir Augusto, da TV Beltrão e Ação TV.
Nas redes sociais, Marcelo Régis agradeceu as palavras do treinador: “Agradecer as palavras do professor Agenor, pessoa que já tive a oportunidade de trabalhar logo no início da minha carreira, e na época fiz 13 gols pelo Catarinense. Voltamos a nos encontrar e o sentimento é de alegria e emoção em ver que, depois de tanto tempo, deixamos um legado no futebol. Do futuro somente Deus sabe, não pensei em nada ainda, quero me recuperar o mais rápido possível e ver o que Deus tem para mim. Mas até aqui valeu muito a pena, com trabalho, honestidade, perseverança e muito orgulho. Seja com muito ou pouco, o que fiz foi de coração”.
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Sem Marcelo Régis
Agenor Piccinin ainda busca alternativas para o ataque com a ausência de Marcelo Régis. O União joga domingo, às 16h, no Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busato, contra o Cascavel CR, adversário direto na briga contra o rebaixamento. “Estamos buscando alguém pra suprir essa ausência do Marcelo Régis, mas não é fácil. Temos apenas o Wilsinho na posição, ou outra possibilidade seria jogar sem essa referência de área, com um posicionamento mais rápido, pra trabalhar em contra-ataque. Vamos pra Cascavel brigar pela sobrevivência do União na elite em 2021.”

Agenor Piccinin ainda busca alternativas para o ataque do União para o jogo de domingo, contra o Cascavel CR.
Foto: Aline Leonardo/JdeB




