Aos 26 anos, Tiago Pagnussat conquistou a braçadeira de capitão e já levantou a Copa do Nordeste pelo Esquadrão de Aço de Salvador. Amanhã, enfrenta o Vitória no sexto clássico do ano.

de São Jorge D’Oeste, segura a taça da
Copa do Nordeste. Em entrevista, o jogador também
fala sobre o Ba-Vi de amanhã, pelo Campeonato Brasileiro.
Foto: Arquivo pessoal
A transferência do zagueiro Tiago Pagnussat ao Esporte Clube Bahia, na metade do ano passado, pode ser considerada um divisor de águas na carreira do jogador. Embora tenha vivido um grande momento de sua vida atuando pelo Atlético Mineiro – quando fez seu primeiro jogo pela Libertadores da América e ainda marcou um gol -, foi no Bahia que Tiago teve uma boa sequência e se firmou como homem de confiança no setor defensivo.
Nascido em São Jorge D’Oeste, Tiago saiu de casa com apenas 14 anos para iniciar seu trabalho na base do Internacional, onde ficou até 2007. Depois, tornou-se profissional no Criciúma e disputou o Campeonato Catarinense em 2010. O que veio a seguir foi a dúvida em continuar jogando futebol. “Entre os 18 e 21 anos é o momento mais difícil e decisivo na vida de um jogador. Foi o momento mais difícil de minha carreira, muitas dificuldades passei, tive alguns momentos que pensei em parar. Mas a minha determinação sempre foi maior que os obstáculos”, contou o atleta em antiga entrevista ao JdeB.
A persistência de Tiago o levou ao Clube Atlético Mineiro em 2014, com o Campeonato Brasileiro já em andamento. “Quando ele chegou no Atlético, foi muito difícil, era um time que tinha acabado de ser campeão da Copa do Brasil, a concorrência muito forte, grandes jogadores, ele não teve muitas oportunidades”, lembra o irmão Diego Rafael Pagnussat, o Dodô.
No início de 2016, o zagueiro Jemerson foi vendido para o Monaco e Tiago passou a ser mais acionado para fechar a área ao lado de Leonardo Silva, Erazo e companhia. Com qualidade em bolas paradas, o são-jorgense deixou sua marca logo na estreia pela Libertadores, contra o Melgar, no Independência. Aproveitando rebote do goleiro após cobrança de falta, Tiago empurrou a bola para a rede e também entrou para a história do CAM: 100° gol na competição continental.
Nos meses seguintes, novamente Tiago perdeu espaço e, na metade do ano, recebeu propostas para deixar o clube mineiro. Nesta semana, o capita do Bahia conversou com o JdeB e falou da sua opção pelo tricolor baiano, que buscava o acesso na Série B, e também sobre a expectativa para o clássico contra o Vitória que acontece amanhã, no Barradão, às 16 horas. Confira:

Foto: Felipe Oliveira/Assessoria
JdeB – No ano passado, você fez seu primeiro jogo numa Libertadores. Como foi viver esse momento, ainda mais marcando um gol? E um gol histórico, o 100° do Galo na competição.
Tiago – Foi um sonho realizado jogar a Libertadores, ainda mais pelo Atlético-MG. Jogar, vencer e ainda fazer o 100º gol do clube na competição foi algo que superou minha expectativa, foi uma noite feliz que nunca irei esquecer!
Na metade do ano, o empréstimo para o Bahia. Como foi essa transição e participar do acesso para a Série A?
Acabei perdendo espaço no Atlético, precisava buscar novos desafios em minha carreira. Surgiram duas propostas uma para o exterior e uma do Bahia, que tinha o desafio de subir para a Série A. Apesar da dificuldade que o clube vivia, vi uma grande oportunidade de vir para Salvador e ajudar o clube em seu objetivo que era o acesso.
Mesmo jogando a Série B, o Bahia teve uma excelente média de público em 2016, números que se repetem este ano. O que você pode falar sobre a torcida, é diferente de outros lugares que você passou?
É a maior torcida do Norte/Nordeste, uma torcida de massa e apaixonada pelo clube. Em diversos jogos lotaram a Fonte Nova com mais de 40 mil torcedores. Aqui você vê crianças, mulheres, idosos no estádio, torcedores pintados, fantasiados, algo que você não vê mais em outros lugares.
Neste ano, você levantou a taça da Copa do Nordeste. Como foi assumir a posição de capitão? A liderança sempre esteve presente no seu estilo de jogo?
Desde as categorias de base sempre tive uma boa liderança, mas como profissional é a primeira vez que assumi essa responsabilidade. Levantar esta taça da Copa do Nordeste com a Fonte Nova lotada foi incrível, espero que isso aconteça muitas vezes!
Neste final de semana, terá Ba-Vi e será o sexto do ano. Você já está acostumado e adaptado ao clima deste clássico? Como está a preparação?
Será o sexto Ba-Vi, mas é sempre como se fosse o primeiro, é um jogo à parte no campeonato. A gente prevê o clássico mais difícil dos seis até o momento, pois será na casa do rival e as duas equipes precisam muito vencer, então estamos nos concentrando muito para fazer o melhor jogo nosso e conseguir os três pontos.
Qual sua expectativa para o Bahia no Campeonato Brasileiro?
Com certeza a expectativa é melhor do que nosso lugar na tabela, a gente vem jogando bem, jogando de igual pra igual, mas muitas coisas vêm nos atrapalhando e ficamos prejudicados em alguns jogos. Queremos ficar entre os 10 melhores, este é nosso objetivo!
Perfil

Foto: Assessoria
Tiago
Zagueiro
Camisa 3
Natural de São Jorge D’Oeste-PR
Nascimento 17/09/1990
1,91m
88kg
Defensor com bom jogo aéreo ofensivo e chutes de fora da área. Antes de ser contratado pelo Galo, em meados de 2014, destacou-se no Caxias-RS, time pelo qual anotou 8 gols. Formado na base do Criciúma, Tiago Pagnussat também defendeu o Guarani. O zagueiro foi peça fundamental no acesso à Série A em 2016 e, nesta temporada, foi campeão da Copa do Nordeste.
Fonte: www.esporteclubebahia.com.br
“Faz uns três anos que não vejo meu pai falar do Inter”
A família de Tiago Pagnussat vive hoje em São João – ele é filho de João Carlos e Nelsi Caron Pagnussat. O irmão Diego Rafael Pagnussat, o Dodô, afirma que todos estão muito felizes com a temporada do jogador. “Não cai bem a ficha na hora, a gente aqui do Sudoeste, o início no Inter, a história dele não foi fácil, e agora se tornou um ídolo, que a torcida lá gosta muito dele. E ver na TV, nos sites da UOL, ESPN, a gente fica muito feliz, até mais que ele”, brinca.
Tiago começou na base do Internacional e já passou Criciúma (SC), Vila Aurora (MT), Guarani (SP), Caxias (RS) e Atlético Mineiro (MG). E para acompanhar a carreira do caçula, além de assistir aos jogos, a torcida também é forte, tanto que fez até o pai esquecer o antigo clube. “Engraçado que meu pai é colorado doente, daqueles antigos, doente mesmo, mas faz uns três anos que não vejo ele falar do Inter, e eu sou palmeirense, mas hoje sou Bahia, a gente acaba acompanhando e não tem como não torcer”, afirma o irmão.
Sobre o caminho do Esporte Clube Bahia no Campeonato Brasileiro, Dodô tem boa perspectiva. “O time fez ótimas partidas, mas pegou uma sequência muito dura, jogou contra quatro, cinco dos melhores times do País, agora precisa se recuperar, a gente está otimista”, garante.

respectivamente, cultivando a tradição gaúcha.
Foto: Arquivo pessoal





