Beltronense reconhecida como lenda da bocha do Paraná

Maria Rozalina Arend, a Rosi, beltronense condecorada como lenda da bocha do Paraná

Por Juliam Nazaré – Durante o Grande Prêmio Brasil de Bocha, em Chapecó (SC), uma atleta de Francisco Beltrão foi homenageada. Maria Rozalina Arend, a Rosi, ganhou o Troféu Lenda da Bocha do Paraná, promovido pela TV Gerensite e chancelado pela Federação. A premiação foi embasada não somente nos resultados dentro das canchas, mas também pelo que fez pelo desenvolvimento da modalidade. Rosi tem 64 anos e dedicou já 49 deles à bocha.

Carreira profissional

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Filha de pai alemão e de mãe italiana, Maria Rozalina nasceu em Marmeleiro, na época pertencente a Francisco Beltrão. Formada em Ciências Econômicas, fez carreira no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em quase duas décadas no órgão, foi chefe da unidade de Beltrão, entre 1994 e 95, e entre 99 e 2000 esteve na superintendência adjunta, em Curitiba. No novo milênio, tornou-se sócia da LCS, empresa de topografia e registro de imóveis. Depois, ampliou o leque como empresária e abriu uma loja de perfumes e cosméticos.

Atualmente, mantém os dois negócios. Rosi Arend joga bocha desde os 15 anos. A prática começou numa época em que os domingos das famílias do interior eram reservados à prática da modalidade. “Na época, as canchas eram de barro”, recorda. A nova lenda da bocha paranaense assistiu à evolução do desporto. “Já joguei em local com terra, areia, sintético e agora no carpete.” Em questão de títulos, perdeu as contas de quantos regionais e estaduais já conquistou, mas elenca o Campeonato Paranaense de Duplas, de 2000, como o mais marcante. “Naquela época o CTG fez um esforço enorme e trouxe a competição para Beltrão. Treinei, com a Loiri, muito. No dia da final, a cancha estava lotada como nunca.”

Homenagem

A escolha de Rosi como ‘lenda’ partiu de uma decisão de adeptos da bocha de todo o Estado. O que engrandece a condecoração. “Fui a mais indicada. Fiquei tão feliz! Esse pessoal que faz a premiação busca, além dos títulos, se você contribuiu além de atleta. Fui tesoureira, secretária e ocupo qualquer função. Se precisarem de patrocínio, a minha empresa apoia. Se precisarem de transporte, uso o meu veículo.” Embora orgulhosa, Rosi ainda não se sente realizada na bocha. Além do sonho de ser árbitra, ela quer ver ‘de pé’ uma sede própria para a Associação Beltronense de Bocha (Abelbo), instituição responsável por gerir a modalidade em Beltrão.

“Temos um projeto, inclusive com as canchas desenhadas, para serem construídas. Conseguimos, algumas vezes, verbas com deputados, que depois foram destinadas a outras finalidades, como Educação e Saúde, mas agora conseguimos novamente e o dinheiro já está com a Prefeitura. Dependemos apenas de uma contrapartida dela.”Atualmente, os atletas da Abelbo treinam na cancha da comunidade do Bairro São Miguel. A falta de sede própria impede que o município receba eventos.

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