APÓS 35 ANOS

Em Beltrão, torcedora ansiosa para ver o “Bahêa” na Libertadores

Quando o Bahia disputou a Libertadores pela última vez, em 1989, Marize Nascimento era uma adolescente de 12 anos. Moradora de Paripe, subúrbio de Salvador, ela ainda não imaginava que, três anos depois, mudaria para o Sudoeste do Paraná, após se casar com o beltronense Ednilson Petry. 

“Lembro que meu avô era vivo e muito torcedor do ‘Bahêa’, reunia familiares em roda pra assistir o jogo. Parecia festa. Lembro vagamente. A família era grande e todos moravam meio próximos”, diz. 

 A soteropolitana Marize Nascimento mora em Beltrão desde 1992, mas segue cultivando o amor pelo Esquadrão. Foto: Arquivo pessoal. 

Apesar de todo esse tempo morando longe da terra-natal, a assistente social não perdeu o apreço pelo clube do coração. Nesta terça, às 21h30, Marize estará em frente à TV para ver o “Bahêa” jogar a Libertadores. O confronto de ida pela segunda fase do torneio, contra o The Strongest (BOL), mete medo. O Estádio Hernando Siles, palco da partida, fica a 3,6 mil metros de altitude. Em 40 confrontos envolvendo clubes do Brasil em La Paz, apenas nove terminaram com triunfo verde-amarelo. 

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Marize vê o “Bahêa” na TV Beltrão

Com a internet, Marize consegue cultivar melhor o amor pelo Esquadrão. Ouve jogos na Rádio Sociedade e, desde 2024, vê pela TV Beltrão as partidas do Campeonato Baiano. Depois que o clube foi adquirido pelo Grupo City, ela está entusiasmada por novas grandes conquistas. ”Ser torcedora do Bahêa é uma emoção grande, mesmo de longe, vendo nas redes sociais e TV a evolução. Fico emocionada. Nosso povo, nossa torcida têm uma energia diferenciada, vibrante de paixão. Espero que seja um belo jogo, terça.” 

Primeiro do Brasil na Libertadores

 

Bahia foi o primeiro representante do Brasil na Libertadores, em 1960. Foto: Reprodução.

Apesar de estar há mais de três décadas fora da competição continental, o Bahia foi o primeiro representante do Brasil na Libertadores. Em 1959, o Esquadrão Tricolor venceu a Taça Brasil na final contra o Santos, de Pelé, e se classificou. A competição conquistada, hoje reconhecida pela CBF como Brasileirão, foi criada justamente para definir o brasileiro no torneio sul-americano.

Em 1960, oito clubes disputaram a Libertadores em formato eliminatório. O Bahia caiu logo para o San Lorenzo (ARG), após derrota por 3×0 fora de casa, e triunfo de 3×2 na Fonte Nova. O Peñarol (URU) ergueu a taça na decisão contra o Olímpia (PAR).

Eliminação em 1964

Quatro anos mais tarde, o Bahia retornou à Libertadores. Apesar de ter perdido o título da Taça Brasil de 1963 para o Santos, o clube nordestino se beneficiou do fato do Peixe também ser o detentor da Liberta do ano anterior, herdando a vaga no torneio. 

Desta vez, novamente em confrontos eliminatórios, eliminação precoce para o modesto Deportivo Itália (VEN), com empate de 0x0 e derrota por 2×1, em dois jogos disputados na Venezuela. 

Ressaca pós-título brasileiro de 88

Paulo Rodrigues e Bobô, astros do Bahia na conquista do Brasileirão de 1988. Foto: Reprodução.

Em 21 de fevereiro de 1989, dois dias após faturar o bicampeonato brasileiro diante do Internacional, o Bahia comandado por Evaristo de Macedo retornou ao gramado do Estádio Beira Rio. Era a estreia na Libertadores, já com a primeira fase disputada em grupos. E mesmo de ressaca o Esquadrão novamente venceu o Colorado: 2×1. Mais motivo para festa no encontro com a torcida, no dia seguinte, em Salvador. 

Na chave de quatro integrantes, três avançavam. O Bahia liderou, seguido por Deportivo Táchira (VEN) e pelo Inter, enquanto o Marítimo (VEN) foi eliminado. 

Nas oitavas, classificação sobre o Universitario (PER): 1×1 no Peru e 2×1 no Brasil. Pelas quartas, de novo o Internacional no caminho, desta vez com final feliz para os gaúchos, que venceram em Porto Alegre por 1×0 e seguraram o placar zerado na Fonte. O Colorado caiu na semifinal diante do Olimpia (PAR). O campeão foi o Atlético Nacional (COL). 

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