BELTRÃO

Morte de macaco está sob investigação, mas não há confirmação de febre amarela

Órgãos de saúde tranquilizam a população, orientam a não atacar animais silvestres e reforçam que há vacina contra a doença.


Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial. Foto: ChatGPT.

Apesar da suspeita de febre amarela, o resultado da amostra do macaco-prego encontrado morto em área de mata no Bairro Seminário, em Francisco Beltrão, sairá em até 15 dias e pode não confirmar a doença. O Centro de Zoonoses também tranquiliza a população, explicando que a febre amarela não é transmitida diretamente do macaco ao ser humano.

Everton Leonardi, médico veterinário do Centro de Zoonoses, diz que tratar o caso como suspeito faz parte do protocolo adotado pela Vigilância Sanitária e pelo Centro de Zoonoses em situações como esta.

“O procedimento padrão é coletar material e encaminhar para o laboratório de referência. Estamos aguardando o laudo do laboratório, que demora alguns dias. Foi realizado um bloqueio da área, com orientação às pessoas e busca de outros animais, mas, por ora, não foi nada identificado. O fato de ter encontrado o animal em óbito não significa, necessariamente, que seja em decorrência da febre amarela”, explica o médico veterinário.

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Entenda o caso

Na quarta-feira, 21, um morador do Bairro Seminário entrou em contato com o Centro de Zoonoses, o IAT (Instituto de Água e Terra) e a Vigilância Sanitária, informando que, há alguns dias, observava um macaco-prego que estava mais afastado do seu bando e aparentava estar doente e abatido.

Ao se deslocar até o local informado pelo morador, a equipe encontrou o animal morto. Uma amostra foi coletada e enviada ao Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), como protocolo sanitário, para determinar se a causa da morte foi realmente a febre amarela.

O que fazer em casos de suspeita

A Secretaria de Saúde faz orientação sobre o que deve ser feito ao observar algum animal morto ou doente. Os macacos são animais que sinalizam que o vírus da febre amarela podeestar circulando. Informe a Vigilância em Saúde (46 9 9132-7971) ou Centro de Zoonoses (46 3524-0269).

O macaco não transmite febre amarela ao ser humano

JdeB – A Secretaria de Saúde de Francisco Beltrão, com o objetivo de instruir a população, emitiu nota explicando que a doença não é transmitida diretamente do macaco para o ser humano: é necessário um vetor, que, neste caso, é o mosquito.


Para a infecção ser transmitida ao ser humano, um mosquito precisa picar o macaco infectado com o vírus e, em seguida, picar o ser humano. “Então reforçamos também os cuidados com a vigilância epidemiológica, locais que possam estar acumulando água e favorecendo a reprodução de mosquitos”, diz o médico veterinário Everton Leonardi.


O objetivo da Secretaria de Saúde é evitar que a população ataque os animais silvestres. “A situação não é motivo para atacar os animais, visto que o macaco não transmite a febre ama

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