Francisco Beltrão é a 2ª cidade mais segura do Paraná, aponta anuário nacional.

Francisco Beltrão ocupa a 2ª posição no ranking das cidades mais seguras do Paraná, segundo o Anuário 2025 – Cidades Mais Seguras do Brasil©. O levantamento utiliza exclusivamente a taxa de homicídios por 100 mil habitantes como indicador, com base em dados do IBGE e do Ministério da Saúde. Em 2024, o município registrou 12,9 assassinatos por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de Umuarama (12,7) e à frente de Arapongas (13,2). O ranking considera apenas cidades com mais de 100 mil habitantes.
O estudo foi desenvolvido pela MySide, empresa de tecnologia do mercado imobiliário, com o objetivo de oferecer mais transparência a quem busca um imóvel. Segundo a criadora do levantamento, a principal dúvida dos clientes é: “essa cidade é segura para mim e minha família?” O anuário funciona como um guia para orientar decisões ao avaliar novos locais de moradia.
“Resultado sensacional”, avalia presidente do Conseg
A advogada Kelly Cristina Borghesan, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), comemorou a colocação de Francisco Beltrão. “Eu acho sensacional Francisco Beltrão estar no ranking. Isso demonstra o quanto as nossas polícias, tanto a civil quanto a militar, estão trabalhando com afinco.”
Segundo ela, a cultura da população também influencia na redução da criminalidade. “A eficiência do trabalho do efetivo policial é o principal fator. É um efetivo deficiente? É. Precisaria ter mais? Com certeza. Poderíamos até estar em primeiro lugar se houvesse maior investimento municipal em segurança pública.”
Kelly destaca que, apesar das limitações orçamentárias, as campanhas educativas, as operações policiais e a rapidez nas investigações fortalecem a sensação de segurança. “Isso traz certeza à população de que a polícia vai trabalhar para resolver o problema. E ao mesmo tempo gera preocupação ao criminoso, que sabe da eficiência das nossas forças.”
Para ela, o ranking traz sentimento de orgulho. “Se houvesse investimento municipal em políticas de segurança com mais assertividade, certamente estaríamos em primeiro lugar.”
Trabalho conjunto reduz índices, diz comandante do 21º BPM
O tenente-coronel Rogério Pitz, comandante do 21º BPM, afirma que os números refletem o trabalho diário das equipes. “É o serviço de rádio patrulha atendendo ocorrências, as equipes da Rotam fazendo abordagens em locais sensíveis, onde há tráfico de drogas ou pessoas armadas. As equipes da Rocam, a Patrulha Maria da Penha, a Patrulha Rural… Esse trabalho cotidiano diminui sensivelmente os índices.”
Ele lembra que, antes de alcançar 100 mil habitantes, Francisco Beltrão não era incluída no estudo. “Tivemos anos com oito ou nove homicídios, alguns deles dentro da penitenciária. Mas só recentemente o município passou a integrar o ranking.” Pitz destaca também o papel da Polícia Civil. “A resposta rápida nas investigações impacta diretamente nos índices. É um trabalho integrado entre Polícia Militar, Polícia Civil e Deppen.”
Além da ação policial, ele ressalta a importância de políticas públicas. “Cidades com bom nível educacional têm índices menores de homicídios. Lazer, cultura e esporte também influenciam na segurança.”
Delegado: Beltrão se destaca por vidas preservadas
O delegado-chefe da 19ª SDP, Ricardo Moraes Faria dos Santos, também comemorou o desempenho. “Recebemos com bastante alegria essa pesquisa. Ela mostra que a atuação integrada com os outros órgãos de segurança dá resultado. As estatísticas comprovam isso.”
Segundo ele, Francisco Beltrão registrou 13 mortes violentas por 100 mil habitantes — índice bem abaixo da média nacional, próxima de 23. “Quando falamos de taxa de homicídio, falamos de vidas salvas. Essa diferença mostra quantas vidas foram preservadas aqui”, afirmou.
O delegado destacou o trabalho conjunto com Ministério Público, Judiciário e população. “A sociedade beltronense confia e auxilia muito o trabalho policial. Seguiremos ainda mais motivados para reduzir esse percentual.”
Segurança influencia escolha de moradia
O corretor imobiliário Ivo Sendeski afirma que a segurança pesa na decisão de quem busca um imóvel, especialmente entre profissionais que chegam de outras regiões.
“Os pais de estudantes até perguntam sobre violência, mas como as vagas dos cursos universitários são direcionadas, eles têm pouca escolha. Já os profissionais que vêm trabalhar em Beltrão ficam encantados com a tranquilidade e a despreocupação das pessoas”, relatou.
Segundo Sendeski, essa impressão positiva tem atraído famílias de diversos estados. “Isso tem se intensificado na área imobiliária. Muitos parentes acabam desejando morar aqui para acompanhar familiares que já estão na cidade.”





