
Eva Colella da Silva é um rosto conhecido na comunidade do bairro Padre Ulrico. Aos 64 anos, ela divide o tempo entre o trabalho pastoral e o Clube de Mães. Eva também faz tratamento contra um câncer de pele, um melanoma, mas mantém bom ânimo e esperança na recuperação. “Eu estou fazendo quimioterapia, mas graças a Deus eu estou bem. Estou enfrentando, já faz quatro anos de tratamento, mas sigo com fé.”
Casada com Antônio e mãe de seis filhos, Eva é também avó de dez netos. Natural do interior de Verê, cresceu em uma grande família, com dez irmãos, e desde cedo aprendeu o valor do trabalho e da fé. “Nossa infância foi difícil, mas meus pais sempre levaram a gente pra igreja. Daí nasceu essa vocação. Fui catequista, coordenadora da capelinha e sempre estive envolvida com a comunidade.”
A mudança para Francisco Beltrão aconteceu por necessidade. No interior, Eva conta que a vida era difícil: o serviço era pesado e o dinheiro, pouco. “Meu marido veio trabalhar na cidade, e a gente acabou se mudando com as crianças pequenas.” Desde então, Eva nunca se afastou dos movimentos da Igreja. É ministra da Eucaristia há quase 25 anos e hoje também integra a Pastoral do Batismo.
Ela lembra que começou a atuar na igreja local ainda na formação da comunidade. “Quando compraram o terreno pra fazer a capela, me chamaram pra ser ministra. Fiz o curso e, antes mesmo de receber a veste, participei da bênção do terreno. A gente começou aos poucos, e dali cresceu, construímos o nosso pavilhão.”
Mesmo enfrentando limitações por conta do tratamento, Eva continua envolvida com as atividades religiosas e sociais. “Antes eu visitava os doentes, era da Pastoral da Saúde. Agora não posso sair muito, não posso me expor ao sol, mas tenho colegas que me ajudam.”
Além da atuação na igreja, ela participa do Clube de Mães do bairro, espaço que considera essencial para o convívio e o bem-estar. Lá, ela tem momentos de aprendizado e lazer com as amigas, que são um suporte neste momento. “A gente faz os trabalhinhos, conversa, passa a tarde com as amigas. É muito bom, faz bem pra cabeça e pro coração.”
Otimista, Eva encoraja outras mulheres que enfrentam o câncer a não desistirem e não desanimarem, e vê na fé e na família a base para seguir adiante. Como ela mesma diz, “a fé move montanhas, e a família é o apoio. Se a gente não tiver uma família que dê força, é difícil. Eu tenho muitas amizades também, por aqui todo mundo me conhece, e isso me ajuda muito.”




