Esta é a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.

Rafaela Ribeiro, que completa 16 anos, dia 6 de setembro, foi diagnosticada com Síndrome de Angelman, autismo e epilepsia. A frase “a inclusão não é só convidar para a festa, é também convidar para dançar”, foi dita por sua mãe Rosane, que há anos faz parte do grupo de pais que luta pela igualdade de direitos. Este é um dos objetivos da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que acontece anualmente, de 21 a 28 de agosto, conforme a Lei Federal 13.585, instituída no dia 26 de dezembro de 2017. Este é um evento importante no calendário das Apaes, embora neste ano a comemoração seja diferenciada, por causa da pandemia.
Para Rosane, esta semana é importante principalmente para a conscientização e para dar mais visibilidade ao tema, pois ainda há muito a ser melhorado, tanto na área da saúde, quanto na educação e entretenimento. “É preciso fortalecer o atendimento especializado aos deficientes. Toda família que tem uma pessoa com deficiência espera que ela seja vista com naturalidade, tratada com respeito, tenha acessibilidade, seja incluída na sociedade com as suas limitações.”
Ela acrescenta: “Todo pai deseja que seu filho tenha espaço nas escolas com profissionais que trabalhem com amor e boa vontade. Que exista uma estrutura adequada, humana, de acordo com a realidade. A pessoa com deficiência existe. É um ser humano como qualquer outro. A deficiência pode existir em qualquer família e acontecer com qualquer pessoa e a inclusão do diferente é necessária. Só o amor, a empatia e o respeito podem melhorar o mundo”.
Giuliana Picanzo, diretora do Centro Municipal de Apoio Educacional Multidisciplinar (Cemaem), destaca a importância de divulgar que as pessoas com deficiência têm direitos e necessidades e são capazes de serem estimuladas para terem realizações pessoais e profissionais, bem como se desenvolverem com os estímulos necessários. Apesar de suas limitações, elas podem ter uma autonomia de vida e uma melhora no seu quadro funcional.
“É interessante também para abrir portas no mercado de trabalho para os que já tenham habilidades de prontidão e que já conseguem esse desenvolvimento. O ano passado, nós tivemos um jovem – que estava até se formando no curso de Informática – que tinha uma síndrome rara, e ele fez um estágio no Cemaem por duas semanas na área administrativa, para ter uma experiência pra quando chegasse no mercado de trabalho”, conta.
O censo de 2010, de acordo com Giuliana, indica que 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência, representando 45 milhões de pessoas. “A população drasticamente vai crescendo, porque a cada ano tem mais doenças raras, tem mais diagnósticos sendo fechados, mais diagnósticos sendo estudados, mais comorbidades, que são diagnósticos associativos, por exemplo, nós temos um aluno autista que também é cego.” A principal luta é contribuir para que essas pessoas conquistem autonomia, para terem uma possibilidade de emprego e de qualidade de vida e diminuir o preconceito.







