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Sem água nas propriedades rurais, os agricultores tiveram de recorrer às prefeituras para pedir a abertura de bebedouros e sangas. Felipe Schmitz, chefe de gabinete na Prefeitura de Planalto, diz que o problema também foi sentido nos sistemas de abastecimento comunitário de água. “Tivemos bastante problema com falta de água, devido à seca que atinge nossa região, aumentando o consumo de água violentamente, em consequência disso teve alguns poços que reduziram drasticamente a vazão de água e alguns com perda de até 70%”.
Em Marmeleiro, o secretário de Agricultura, Sidiclei Risso, lembra que o déficit hídrico vem acontecendo ao longo dos últimos dois anos, com a ocorrência de chuvas esporádicas, e, por isso, “não estamos conseguindo abastecer os nossos mananciais e as nascentes”. A Prefeitura decretou situação de emergência hídrica e vinha trabalhando com a abertura de fontes e bebedouros para os animais.
Um caminhão com caçamba foi improvisado com uma caixa d´água para fornecer água a cinco propriedades rurais. As linhas mais afetadas foram Anjo da Guarda, Novo Progresso, São Domingos, Bela Vista, Santo Antônio e parte das comunidades de Manduri e Sanga Seca. Outros municípios também colocaram caminhões-pipa para levar água às propriedades.
A mesma situação ocorre em Pérola D´Oeste. “Estamos enfrentando dificuldades, já temos muitos prejuízos com milho e feijão, com perdas significativas, também milho pra silagem, pastagem e aveia, e o desenvolvimento das plantas é lento”, relata Robson Teixeira, secretário de Agricultura. A demanda por máquinas da Prefeitura para limpeza de bebedouros para os rebanhos tem sido grande.
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