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Foi muito lamentada a morte do jornalista Luiz Fernando Cardoso, domingo dia 18 de abril, em Maringá, com apenas 40 anos de idade, por covid-19. Formado pela Fadep de Pato Branco, Luiz Fernando foi um jornalista que atuou em muitas empresas e muitos lugares. Estava sempre buscando coisas novas. Deixou amigos espalhados pelo Brasil e a Europa, onde esteve, por vários meses, fazendo estágio, na Alemanha.
Luiz Fernando Cardoso de Oliveira nasceu em Laranjeiras do Sul dia 12 de março de 1981. Era filho de Luiz Fernandes de Oliveira e Clacy Edda Cardoso de Oliveira. Ainda pequeno, mudou com a família para Pato Branco, onde se formou jornalista, pela Fadep.
Começou como jornalista no Diário do Sudoeste, depois (anos 2005 e 2006) no Jornal de Beltrão, sucursal de Dois Vizinhos, período que era casado com Eliane Rodrigues de Oliveira. Assinava a maior parte das matérias com um (LF) no final. E teve uma coluna – Super Lance – que ele assinava junto com Jair Bonato: LF & JB. Estreou no dia 7 de junho de 2005.
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Queimaram o fusca da Paróquia Imaculada de Dois Vizinhos
Uma das primeiras matérias do jornalista Luiz Fernando, publicada dia 1º de junho de 2005, tinha como título “Marginais põem fogo em fusca 94 da igreja”. O padre Darci Dalmonte, da Paróquia Imaculada Conceição, da Cidade Sul, disse que ligou imediatamente para os bombeiros que ainda conseguiram salvar os pneus e o motor, “que pode ter sido danificado pelo calor excessivo”. E padre Geraldo Macagnan, que chegou depois, disse que preferia ver o carro roubado do que queimado.
Outros títulos de matérias assinadas por LF: “Autoridades comentam programa da Vizivali” (2-6-2005), “Rotary promove venda de mudas de árvores” (3-6-2005), “Autoridade máxima do Detran-PR visita DV e elogia reurbanização da Cidade Sul” (24-6-2005), “Conselho da Comunidade tem nova diretoria” – Francisco Alves Pereira passou a presidência para Gilmar Tomassom (5-7-2005), “Pagamento em dia (do Banco Social) favorece duovizinhenses” (15-7-2005).
E assim foi, toda edição tinha matérias do Luiz Fernando publicadas no Jornal de Beltrão, página de Dois Vizinhos. Luiz Fernando ainda produziu matérias para o Jornal de Beltrão, por algum tempo, de Pato Branco. Sua despedida de Dois Vizinhos ocorreu dia 10 de fevereiro de 2006.
No Jornal de Dois Vizinhos do dia 11 de fevereiro (circulava encartado ao Jornal de Beltrão, aos sábados), o título de uma das matérias do Luiz Fernando falava do atual prefeito de Dois Vizinhos, na época vereador Carlinhos Turatto: “Turatto quer prestação de contas detalhada da Expovizinhos 2005”. “Quem queria assistir a um possível embate entre Algacir Ganassini (PPS) e Francisco Peretto (PP), que discordavam sobre a mudança da Casa de Leis, viu o vereador Carlinhos Turatto (PSDB) esbravejar por uma nova prestação de contas da Expovizinhos 2005”.Amigos lembram do Luiz FernandoJair Bonato, Jesiel Marins e Silvana Tatto, que continuam residindo em Dois Vizinhos, falaram sobre o amigo Luiz Fernando.

Jair Bonato
“Quando convivemos com o jornalista Luiz Fernando Cardoso, na sucursal de Dois Vizinhos, tivemos uma época de muito companheirismo, amizade e aprendizado. Muita coisa a gente conseguiu absorver do conhecimento jornalístico e técnico do Luiz. Também conseguimos passar informações para ele, de modo que fizemos uma parceria muito boa para o Jornal de Beltrão, para o jornalismo. Dividíamos tudo dentro da sucursal.
Ele era uma pessoa amigável, amável, acessível, sempre preocupado com as inovações das técnicas jornalísticas, as formas de abordar determinados assuntos, sempre inquieto e procurando trazer novidades para o jornal, seja de layout ou de formas de apresentar matérias. Ele foi um ícone dentro do Jornal de Beltrão na sucursal. Depois, ele alçou outros voos, foi para Alemanha, voltou para Maringá, Joinville (SC), Maringá novamente, foi correspondente de grandes jornais, era, realmente, um jornalista que não se aquietava, não se acomodava.
Uma pena, uma perda muito grande para o jornalismo do Paraná e do Brasil o Luiz Fernando, tão jovem, nos deixar. O legado dele foi importantíssimo e eu, com certeza, vou levar para o resto da vida esse período que trabalhamos juntos e tivemos um vínculo de amizade que foi muito além do profissional”, disse.
Trabalho marcante
“Eu e o Luiz Fernando tínhamos uma coluna sobre negócios, empresas, a gente dividia informações. Saíamos pela cidade, sabíamos de algumas coisas e colocávamos nessa coluna. Ela era semanal, mas marcou bastante porque estabelecemos contato com empresas, com os empresários e isso visava mostrar as inovações, cursos, equipamentos que as empresas adquiriam, os serviços e produtos. Foi, realmente, nessa coluna, que tivemos uma parceria muito boa. Com a coluna eu conheci muito melhor não só o profissional, mas a pessoa, que era muito generoso. A gente se completava, um com o outro, tanto na parte pessoal quanto técnica. Foi uma época muito boa para mim e, com certeza, para ele também. São coisas que não esqueceremos”.
Jeziel Marins
O jornalista Jeziel Marins dedicou um espaço no Tribuna dos Lagos para destacar o currículo e falar da relação que tinha com Luiz Fernando Cardoso. “Em Dois Vizinhos, onde na Sucursal do Jornal de Beltrão trabalhou durante quase dois anos, ele fez muitas amizades, entre elas, eu e a Silvana Tatto. Quando do seu primeiro casamento, nos convidou para a cerimônia e o jantar em Pato Branco. Depois de casado, Luiz Fernando se tornou de casa. Fizemos algumas trocas de almoço. Quando foi para a Alemanha, sempre nos enviava postais e nos repassava informações de suas experiências vividas no país europeu de 1º mundo. A última visita que nos fez foi em 2017, quando esteve no Jornal Tribuna juntamente com sua mãe Clacy e o irmão João Cardoso de Oliveira (publicitário)”, destacou o jornalista.
Silvana Tatto, esposa de Marins e colunista social
“Gostávamos muito do Luiz Fernando, era um bom rapaz. Acompanhamos o início da carreira dele, escrevia muito bem. Eu amava os textos dele. Lembro uma vez que estive em Maringá acompanhando o Núcleo de Mulheres, em 2018, por conta do Miss Paraná, ele foi nos recepcionar no Hotel. Foi super atencioso com a gente. Tiramos fotos, conversamos um pouco. Ele era muito querido, sentimos por ter partido tão cedo, mas o cedo é pra gente que fica, não sabemos os mistérios de Deus. Enfim, a gente sempre sente”.







