Muitas empresas se instalaram na via para atender os motoristas de caminhão.
.jpg)
A Avenida Atílio Fontana, que corta o Bairro Pinheirinho, na Cidade Norte, no sentido Oeste-Leste, tem movimento intenso durante o dia. Por ser a principal via da região e entrada e saída da cidade para quem vai a Verê, Eneas Marques e Dois Vizinhos, recebe veículos pesados, leves, ônibus e vans que vêm de vários municípios. Em torno da Atílio Fontana, que também abriga a maior empresa de Beltrão, a BRF, com mais de dois mil funcionários, se estabeleceram restaurantes, mecânicas, borracharias, postos de combustíveis, autoelétricas e lojas de veículos seminovos e usados. No caderno especial alusivo ao Dia dos Colonos e Motoristas, do Jornal de Beltrão, alguns dos empresários da Atílio Fontana foram ouvidos pela reportagem e contam sobre suas empresas e a clientela, formada principalmente por motoristas de caminhão.
Restaurante do Misso
Ademilson “Misso” Arendt, do Restaurante Misso, está há 25 anos no ponto instalado no posto de combustível de frente para a Associação dos Motoristas. Ele é bem conhecido em Beltrão devido à sua vinculação ao Marreco Futsal e destaca que “nós dependemos deste segmento [caminhoneiros e transportes de cargas]. Tem muitos caminhoneiros de todo o Brasil que vêm fazer entregas aqui em Beltrão. Tem o pessoal da Martins, da Magazine Luiza, do Atacadão. São vários motoristas de Santa Catarina e São Paulo”.
Misso diz, bem-humorado, que “a Atilio Fontana é o nosso ganha pão”.O empresário cita, também, que motoristas de caminhão de ração, frangos vivos e pessoas do interior de Beltrão, Dois Vizinhos, Verê, São Jorge D´Oeste e Eneas Marques frequentam seu estabelecimento. “É a parada deles”, conta. O comerciante lembra que começou atuando com churrascaria, mas há 15 anos mudou o atendimento para restaurante. Quando tinha churrascaria empregava oito pessoas. Com a mudança para restaurante o número de colaboradores diminuiu – hoje são apenas quatro pessoas.
.jpg)
Mecânica e Autoelética Passaura
David Passaura, proprietário da Mecânica, Autoelétrica e Borracharia Passaura, na Rua São Cristóvão, quase esquina com a Avenida Atílio Fontana, também destaca a importância da via para o seu negócio. “Tudo ajuda, dá mais movimento. Também acaba se refletindo no movimento da empresa”, diz. David atende somente veículos pequenos. Está há 20 anos no segmento. Trabalham em três pessoas na empesa – o proprietário e mais dois funcionários. David atua somente com veículos pequenos. Embora não atenda os caminhoneiros, ele ressalta que os motoristas de caminhão têm carros pequenos e procuram sua empresa para fazer serviços e reparos.
“Quando eles precisam, vêm aqui”, conta. Para ele, o ponto onde funciona sua empresa, ao lado de um posto de combustível e restaurante e quase na esquina da Atílio Fontana, acaba favorecendo a vinda de clientes de outras cidades que precisam de algum reparo em seus automóveis. “É um ponto de referência”, frisa. Ele atua como mecânico há 35 anos e há 20 anos está no mesmo local. Ao longo dos anos foi evoluindo nos negócios e conseguiu comprar o imóvel onde funciona sua empresa.
Restaurante Salapata
Judite e Roque Salapata são proprietários do Restaurante Salapata, em anexo ao posto de combustíveis que fica em frente à BRF. Dona Judite atendeu rapidamente a reportagem porque já estava na hora de começar a acompanhar os clientes que chegavam para o almoço, por volta das 11h10. A clientela do restaurante é composta majoritariamente por motoristas de caminhão. “Ah, os caminhoneiros movimentam tudo”, diz. Trabalham no estabelecimento dez pessoas, em diversos horários. Para dona Judite, os motoristas são pessoas simples, gostam muito de comer feijão, arroz e chuleta – bife frito. O restaurante abre de segunda a sábado. Dona Judite conta que o restaurante recebe motoristas de vários lugares do Brasil. “A maioria é o pessoal que transporta pra BRF”. O casal comprou o restaurante há sete anos. Eles são naturais de Realeza, mudaram-se para Joinville (SC) e lá trabalharam com restaurante durante anos. Depois de algum tempo surgiu a oportunidade de comprar o restaurante em anexo ao posto de frente para a BRF de Beltrão, o negócio foi fechado e eles se mudaram para o município.
Autoelétrica JB
Os irmãos Juarez, Adilson e Marivânia Biava são os proprietários da JB Auto elétrica. Eles têm duas lojas na Avenida Atílio Fontana, uma próxima ao radar, e outra na saída para Eneas Marques, anexa ao posto de frente para a BRF. Eles pertencem a uma família de caminhoneiros. Juarez e Adilson cuidam do atendimento aos motoristas e também “metem” a mão na massa nos consertos de veículos. Marivânia cuida da parte administrativa das duas empresas. São 12 funcionários – seis em cada unidade. A segunda autoelétrica da família começou a funcionar neste ano, em anexo ao posto em frente à BRF, e atende os caminhões de motoristas e empresas de Francisco Beltrão e de outras partes do Brasil que vêm trazer ou buscar cargas na agroindústria. “Aqui o motorista de caminhão encontra o suporte pro seu caminhão: tem o posto de combustível, posto de lavagem, borracharia, mecânica e autoelétrica”, diz Juarez.

O empresário conta que “começamos lá [no endereço perto do radar] e apareceu a oportunidade aqui pra atender os motoristas de caminhão”. E a nova empresa começou bem porque, mesmo com a pandemia, o movimento no segmento de transporte de cargas continua normal. Os serviços mais corriqueiros que os motoristas procuram é de bateria e a parte elétrica.Juarez conta que a clientela é mista: tem motoristas de caminhões de Beltrão e região e motoristas que vêm de outros estados e regiões para descarregar ou carregar na BRF e, em caso de necessidade de reparos, procuram a autoelétrica. Juarez está satisfeito com o movimento na segunda loja. Mas os sócios estão pensando em melhorias. “Eu vivi 22 anos como motorista de caminhão, na estrada, então a gente sabe o que precisa atender, a necessidade do motorista”, relata o empresário. A intenção é oferecer acessórios para caminhões nesta segunda empresa aberta em 2021.
Mecânica Scanner
Rose Casanova Fritzen é proprietária da mecânica Scanner, localizada na Atílio Fontana, com atendimento exclusivamente aos caminhoneiros. A mecânica foi instalada na Avenida em 1995, em 1998 fecharam para ir para o Mato Grosso, sete meses depois retornaram, reabrindo a empresa.A mecânica conta com clientes de Francisco Beltrão e municípios da região. Além de clientes que são de outras regiões e ao passar pela cidade acabam precisando de algum serviço. Muitos caminhoneiros estão com a empresa desde o início.
“A gente procura ter uma ligação maior com o cliente, porque a convivência de tantos anos acaba fazendo com que essas pessoas não sejam simples clientes, elas acabam sendo pessoas praticamente da família. É muito bom a forma que a gente se comunica”, declara Rose sobre seu contato com os clientes.A empresária destaca a importância que a Atílio Fontana agrega para o comércio local, pelo movimento gerado. “O tráfego intenso faz com que se torne mais fácil para o cliente chegar até a empresa”, afirma.
*Colaborou Amanda Vaz
.jpg)





