Caldeirão Casa de Show transformou a pandemia na maior oportunidade da vida e da história, crescendo em todos os sentidos

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O grupo Caldeiraão conta agora com mais duas casas, uma rádio digital e mais de 40 colaboradores.

Em março do ano passado em meio a suspensão das atividades por promover aglomerações o Caldeirão Casa de Shows de Dois Vizinhos se viu obrigado a repensar seu modelo de negócio, depois de vir numa ascensão sendo a casa de shows com a maior média de público por eventos e com uma estrutura de 33 colaboradores diretos e mais, pelo menos, 20 entre artistas e banda, precisou repensar como iria sobreviver à pandemia.

“A ideia era apenas conseguir passar por esta pandemia, a gente sabe que ela ainda está longe do fim, sabemos também que o nosso setor tende a retomar as atividades em alta performance somente em 2022”, comentou Maicon, engenheiro e estrategista do grupo.

Sofremos um “baque” muito grande com a suspensão das atividades, todo o setor, toda a classe, na verdade. Estávamos com uma média aproximada de 900 pessoas por evento, para o nosso segmento que promove eventos tradicionais toda semana é um número excelente e, claro, um desafio.

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“Em Agosto, sem perspectivas de volta, começamos a quebrar a cabeça para ver como iríamos manter toda a equipe, não queríamos desligar nenhum dos nossos profissionais que trabalham com a empresa há muito tempo, e demití-los não seria a melhor alternativa. Chamamos todos para uma conversa e estabelecemos um acordo para manter um salário para que todos nós pudéssemos passar por este período. O Maicon já vinha comentando com o grupo a ideia de um novo modelo de negócio, mas eu particularmente falei para segurar até a gente voltar a normalidade”, comenta Cezar Galvan proprietário e fundador do grupo.

Maicon comenta que em dezembro estava sentado na sacada da casa ouvindo a vizinhança comemorar o Réveillon, passando as horas da madrugada e quebrando a cabeça para encontrar uma alternativa para dar cores aos dias escuros da equipe que vinha perdendo a esperança da retomada dos eventos, e foi aí que surgiu a ideia de criar o processo de franqueamento da empresa.

O mais engraçado de tudo é que franquear o nosso modelo de negócio era um processo que eu já tinha passado para a direção para quando voltássemos às atividades, pois demanda muito investimento. Mas eu tinha colocado que um dos objetivos que eu estava escrevendo nas minhas metas para 2021 era abrir mais duas casas em 2021. Em meio a essa pandemia maluca, em fevereiro, surgiu a oportunidade de assumirmos uma casa em Ampere (antigo Marks Clube), região estratégica, que tem um povo “baileiro” e que a cultura absorve e adere muito bem ao nosso estilo.

Junto com isso, cogitamos novamente o processo de franqueamento e veio à tona, em contato com a empresa responsável por estruturar e moldar nosso modelo. Já tivemos contratos de preferência de compra e reserva de cotas, fiquei admirado, pois achava que o território arrasado daria um atraso imenso para a gente.

Em paralelo a este projeto, colocamos toda a equipe de marketing estratégico para promover a live de anúncio da nova equipe, da nova casa e do nosso novo nome, que foi ao ar ontem a noite, 31, atingindo mais de quatro milhões de alcance nas redes sociais. Aproveitando o alcance expressivo que possuímos em nossas redes sociais de aproximadamente 12 milhões de acessos por mês, lançamos também o nosso projeto de uma rádio digital, outro projeto revolucionário no nosso setor, observando a carência que nosso público tem com o segmento do bailão.

Em 90 dias entra no ar nossa rádio digital que tocará somente bandas e grupos gauchescos. Toda a programação foi planejada com muita irreverência e uma dose de extravagância na autenticidade e trabalhará com a nossa essência bailera. “Um jeito novo de fazer eventos, digital, autêntico e muito mais digital”, diz Maicon.

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Para nós, a pandemia nos trouxe um aprendizado muito grande, e mais que isso, reorganizamos nosso negócio, conseguimos dobrar o crescimento da nossa empresa mesmo com a operação principal impedida de realizar. “Hoje, o grupo contempla um centro de marketing digitial e entretenimento, com estúdios de rádio, TV e as duas casas que estão sendo preparadas para voltar às atividades assim que a legislação liberar e, obviamente, tivermos segurança sanitária para tal”, finalizou Cezar Galvan.

O Caldeirão de Dois Vizinhos criado em 2008, está passando por um processo de estruturação de marca e passará a se chamar Estação Clube, para poder obter o registro da marca, mas o bailão, a direção e a essência, continua a mesma, em nada muda. Dois Vizinhos continua sendo a sede do grupo, que agora tem uma filial em Ampere, e conta com o centro estratégico de marketing concentrado todo em Dois Vizinhos, empregando diretamente 40 funcionários.

O Clube foi reconhecido e incluído nos pontos turísticos da cidade devido ao grau de importância no âmbito do turismo, haja visto que 35% do público que frequenta a casa vem de outras cidades e que 10% do público vem de outros estados para os eventos.

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