Eles estão mobilizados em Marmeleiro, Realeza e Capitão Leônidas Marques. Movimento pode crescer a partir de hoje.
A paralisação dos caminhoneiros recomeçou ontem em várias rodovias dos Estados do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Na região, o movimento teve pontos de bloqueio de caminhoneiros no trevo da concessionária Nórdica/Volvo (confluência da PR 280 e BR 280), em Marmeleiro, no trevo para Cascavel (PR 182), em Realeza, e em Capitão Leônidas Marques (BR 163). Marafon, um dos coordenadores da paralisação em Marmeleiro, disse acreditar que, de agora em diante, as adesões serão maiores em toda a região.
As lideranças do movimento estão deixando passar caminhões carregados com aves e suínos, rações para criações, ônibus e veículos pequenos. Os demais caminhões foram paralisados às margens da BR 280 e PR 280, na cidade de Marmeleiro.
No ponto de bloqueio, em Marmeleiro, foi montada uma barraca e foram colocados palanques para orientar os motoristas de caminhão que fazem viagens de maior percurso a parar.
Marafon disse ontem à tarde ao JdeB que “é o começo do movimento, até então estamos deixando passar carro pequeno, carga viva, ônibus, carro de saúde, esses estão passando, caminhão com carga não passa, e não tem data prevista para parar o movimento”. Ele negou que houvesse previsão para liberar os veículos à noite. Mas em Realeza havia comentários que isso poderia ocorrer no ponto de paralisação da PR 182.
A reivindicação
O movimento dos caminhoneiros autônomos exige que o governo federal adote o preço de referência para os fretes. Marafon reforça que, “principalmente, o preço do frete, da tabela referencial”. A proposta foi apresentada ao governo federal, discutida por diversas vezes nos últimos dois meses. Porém, nesta semana, o Ministério dos Transportes não aceitou mais a proposta. “Estava sendo discutido nas reuniões que teve ontem (quarta-feira), mas o governo não acatou a proposta que foi apresentada pela classe”, disse. Há outros itens reivindicados, mas o principal é o valor de referência para os transportes de cargas.
Para o líder, a implantação deste sistema de pagamento de frete é possível, mesmo tendo uma grande quantidade de caminhões. “Com certeza, é necessário porque o frete hoje, se a gente considera frete retorno, que o frete de adubo principalmente, é um frete que não está dando nem o combustível. Então ninguém trabalha tendo prejuízo, se está tendo prejuízo, como é que você vai pagar seus compromissos?”, questiona.
Ele acredita que a partir de hoje outros bloqueios serão feitos em rodovias da região. Marafon diz que “o pessoal vai vendo que está funcionando, que está tendo resultado, com certeza de amanhã (hoje) em diante terá mais pontos de bloqueio”.





