A capacidade é para 100 usuários, mas o número está reduzido por causa da pandemia.

O espaço da Associação Sensibilizar, no Bairro São Miguel, agora é Centro de Convivência Sensibilizar, mantido pela Prefeitura de Francisco Beltrão, através da Secretaria de Assistência Social. Enquanto Associação Sensibilizar, funcionava como Organização da Sociedade Civil (OSC) e agora é um órgão público, que faz parte do Cras.
De acordo com Geraldo Cavanhari, diretor do Centro de Convivência Sensibilizar, podem participar usuários de 6 a 13 anos, que são identificados e encaminhados pelo Cras São Miguel, Creas e Conselho Tutelar. Eles participam pela manhã ou à tarde, duas vezes por semana, conforme a idade. Ao completar 14 anos, são encaminhados para Centro de Convivência Adelíria Meurer – Escola Oficina, para estudos e possível inserção no mercado de trabalho.
São desenvolvidos trabalhos como oficinas, sendo a principal o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que trabalha temáticas que envolvem questões sociais através de dinâmicas, campanhas e reflexões. As outras oficinas são desenho, recreação, jiu jitsu, capoeira, artesanato, dança, arte circense, skate, violão, esporte e musicalização.
A capacidade é para 100 crianças, mas no momento são atendidas 70, de forma on-line e presencial, no sistema híbrido. “O objetivo é atender as famílias encaminhadas pelo CRAS que estejam em situação de vulnerabilidade para que seus filhos sejam inseridos no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, participando do trabalho socioeducativo com desenvolvimento do protagonismo e da autonomia, a partir do interesse e da demanda de cada faixa etária”, comenta Geraldo, salientando a importância do serviço principalmente nesse momento onde as crianças mais necessitam de interação seguindo todos os protocolos de saúde devido a pandemia.
Trabalho infantil
Esangela Cristina Ferdinando Andre, estagiária de Serviço Social e instrutora da Oficina Temática, que é a principal oficina do Serviço de Convivência, destaca a importância de enfatizar os vínculos. No mês de maio, por exemplo, foi trabalhado o combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes, de forma que os usuários tivessem conhecimento e a possibilidade de falar sobre o assunto, como um trabalho preventivo.
“A oficina temática é ter uma escuta empática, ter um tempo para ouvir, tempo pra fazer atividade, na qual eles desenvolverão seu potencial, para despertar a potencialidade e habilidade, trabalhar a autoestima, assim trabalhamos os valores. Agora entramos na temática do combate ao trabalho infantil, mas a partir dos 14 anos ele pode trabalhar na condição de aprendiz, então abordamos quais as consequências físicas e emocionais de trabalhar na fase errada. Para ele ter um olhar para o futuro, mostrando que é possível, pra que eles se descubram como cidadãos de bem.”




