Geral
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Até o dia 6 de dezembro acontece a Semana de Negociação e Orientação Financeira. A campanha teve a adesão dos bancos do Banrisul, Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú, Santander e demais instituições de crédito. As pessoas podem renegociar dívidas ou taxas de juros de financiamentos ou empréstimos. O professor Claudemir José de Souza, diretor da Unipar de Francisco Beltrão, defende que a pessoa faça um planejamento financeiro após conseguir a renegociação de seus débitos ou taxas de juros.
Claudemir é bem didático e direto nas suas dicas às pessoas. “A partir do momento que a pessoa fez a renegociação da dívida, ela não deve se empolgar, achar que está sobrando dinheiro novamente e voltar a fazer compromissos que não cabem no seu bolso. Se a pessoa já ficou inadimplente uma vez, a probabilidade de ficar novamente [com débitos] é muito alta, se não seguir rigorosamente o planejamento financeiro”, alerta.
O professor dá duas dicas para as pessoas que querem sair desta situação. “Primeiro passo: faça o planejamento, leve isso controlado, não só pra negociar. Negociou, continue se controlando [nos gastos]. Muitos falam: Ah, R$ 100 não é muito dinheiro, mas multiplique por 12 vezes, olha quanto que dá? Sempre pense no longo prazo, não no curto prazo, senão acaba o teu dinheiro e o mês nem terminou ainda e você acaba entrando em dívidas caríssimas, como a dívida do cheque especial e do cartão de crédito, cujas taxas giram em torno de 280% ao ano, quando a gente compara com a taxa baixa de juros que tá em 5%.”
O segundo passo, conforme Claudemir, “é justamente ser sincero, transparente, leve as anotações, os controles que você fez numa planilha de Excel, pra quem estiver negociando com você, pra ser transparente, e envolva todos os membros da família. A família inteira tem que entrar na ponta do lápis: quanto custam as saídas de fim de semana, as rodadas de pizzas do final de semana, os almoços fora de casa, passeios, o cinema. Todos os valores a pessoa precisa colocar na ponta da caneta, porque não tem coisa melhor que fechar o mês com fôlego financeiro. Também economizando a pessoa aprende. Comece [poupando] com R$ 50, 100 por mês, a pessoa começa a pegar gosto pra se programar e comprar alguma coisa lá na frente”.
O professor sugere que as pessoas vejam como agem os grandes empreendedores, que têm muito dinheiro. “Observe no dia a dia deles, o comportamento deles, eles fazem conta de um real, de cinquenta centavos, então sempre tem que se planejar. Tem interesse em comprar uma TV? Verifique quanto custa a TV. Em vez de pagar em parcelas, economize, vá guardando o dinheiro até ter o dinheiro suficiente e ir na loja e negociar a compra à vista”, aconselha.
Para quem tem dívidas com bancos ou empresas, o melhor caminho é negociar. “Se você tiver o nome com restrições, agora com a criação do cadastro positivo, você vai ficar limitado em termos de crédito, e quando conseguir, vai conseguir com taxas absurdas ou vai cair na mão de agiotas, daí é pior que os bancos, porque eles cobram taxas muito maiores”, ressalta Claudemir.
Ao mesmo tempo, é importante observar que a taxa Selic, que remunera a dívida pública, caiu pra 5% ao ano e a expectativa é que feche em 4,5% neste ano. “É importante até pra renegociar dívida que a pessoa esteja pagando em dia, por exemplo, dívida imobiliária. Por exemplo, se a pessoa deve e tem lá um contrato com a Caixa, Banco do Brasil, Santander, Bradesco, Itaú e está pagando hoje o juro de mais de 9%, 9,5%, 10%, 12%, é hora de sentar com o gerente e fazer uma proposta: eu tenho o banco xis que está me oferecendo taxas de juros menores. E em função da portabilidade da dívida, você pode levar a tua dívida pra outro banco”.
Ao reduzir a taxa de juro e da parcela, o mutuário vai economizar um bom dinheiro a longo prazo. “Se a pessoa tem uma dívida para mais de 30 ou 36 anos, ela vai conseguir reduzir a sua parcela em R$ 300, 400, 500 ou 600 por mês. Agora, calcule R$ 600 por mês ao longo de 30 anos: quanto vai dar?





