
Além das dificuldades enfrentadas pelo setor industrial – “que são fruto de políticas que desestimulam o empreendedorismo e de uma sede arrecadatória que tira a competitividade das empresas em troca do sustento de uma estrutura pública inchada” -, o empresário de Capanema Edson Campagnolo exprimiu o desejo da maioria da população brasileira, conforme pesquisa Datafolha, desejando a saída de Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República.
“Dilma, vai pra casa”, foi a frase que finalizou, às 23 horas de sexta-feira em seu discurso de posse na Fiep, para o mandato de 2015 a 2019. A frase sintetizou as críticas que pontuaram seu discurso, como a posição contra a volta da CPMF e o corte na verba do Sistema S – “o governo quer destruir o que funciona.”
Autoridades como o senador Álvaro Dias (PSDB), e o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), também falaram de política, mas nenhum de forma tão incisiva como Edson. Álvaro se esquivou, jogando a “mudança” para 2018. Fruet, que tem o apoio do PT na sua gestão, defendeu o governo federal de forma enviesada: “Corrupção sempre vai existir, sabemos da crise, mas não sabemos como sair dela.”
A solenidade começou com atraso. Estava marcada para as 19:30, mas começou uma hora e meia depois, às 21. O secretário estadual Eduardo Sciarra (Casa Civil) representou o governador Beto Richa (PSDB). E Edson não poupou, pedindo mais diálogo entre o setor produtivo e o Governo do Estado. “Leve esse recado pro governador”, pediu. Antes, arrancou risos da plateia: “Sciarra, eu preferia você como deputado”.
Os empresários sudoestinos Roberto Pécoits (Francisco Beltrão) e Claudio Petrycoski (Pato Branco) continuam fazendo parte do primeiro escalão da federação.
Tamanho do Estado
“O tamanho do Estado não pode ser esse porque a produção não aguenta sustentá-lo”, afirmou Edson Campagnolo. “Temos muita gente se servindo do País, com benesses pagas por quem trabalha, pelo empreendedor e pelo trabalhador. Se continuarmos assim estaremos seguindo para um caminho sem volta”, completou.
Para o presidente da Fiep, essa situação só mudará se houver engajamento de toda a sociedade.
“Isso só vai mudar com a gente. Não vemos resposta, é muita enrolação, é muita maldade. Mas o que me anima é a sensação de que podemos fazer mais. Nós podemos transformar esse País. Precisamos de um sentimento de brasilidade para que a gente avance e retome a credibilidade”, declarou.






