Na semana passada, o cantor Alysson Martins recebeu o seu segundo troféu em participação no quadro “Dez ou Mil”, no Programa do Ratinho.

Se lançar na música sem ter um bom “padrinho” é sempre muito mais difícil. E foi o que fez o beltronense Alysson Martins, 30 anos, que está há oito morando em São Paulo. Ele saiu de casa com 18 anos de idade disposto a enfrentar o que precisasse para manter o seu sonho de ser um profissional da música. Sofreu muito, passou por muitas dificuldades, mas conseguiu. Na semana passada, ele recebeu o seu segundo troféu em participação no quadro “Dez ou Mil”, no Programa do Ratinho, no SBT, sendo bastante elogiado pelos jurados.
Também já conseguiu participação no Programa Silvio Santos, no programa do Fabio Porchat, quando ainda estava na Record, também teve a oportunidade de cantar numa festa particular do cantor Leonardo, no Jockey Club de São Paulo.
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“Se destacar na música em São Paulo não é fácil. Ainda mais eu que cheguei aqui sem nenhum contato com ninguém, sem saber por onde começar. Algumas pessoas até podem dar oportunidade, mas é muito difícil, você tem que garimpar o seu trabalho. No início, na metade de 2013, eu fui tocar na rua, fui tocar nas estações de metrô, na Avenida Paulista, toquei dois anos na rua. Eu já fazia alguns bicos em alguns bares, mas precisava tocar na rua pra me sustentar. Aí, numa dessas, no metrô, passou um rapaz que gostou da música e pediu se eu não queria trabalhar com banda baile.
Aí ele me apresentou pra uma pessoa de escritório de banda. Foi quando comecei a crescer aqui em São Paulo. Comecei a ter contatos maiores, comecei a tocar em bares melhores, em casas de shows. Aí, através desses contatos, cada vez eu fui melhorando aqui”, conta Alysson, que sabe que tem ainda um longo caminho pela frente, mas que já passou pela parte mais difícil. “São oito anos em São Paulo, vim pra cá pra me dedicar à minha carreira, pra viver da música.
Os desafios da música é que é uma vida difícil, não tem muita estrutura por trás. Não tem nenhum contrato longo, você pode fazer dois ou três trabalhos em uma semana e, do nada, pode ficar sem nada na semana seguinte. Tem que ter muito contato e ser muito conhecido pra poder sempre ter trabalho. É um desafio bem grande viver da música. Fora o preconceito, que muitas pessoas dizem que música não é trabalho. Mas eu sempre sonhei, sempre apostei. Hoje eu sou casado, a minha esposa me apoia muito na música, eu tenho uma filha de sete anos, que sempre me apoiou muito”, complementa.

Gosto pela música começou na igreja
Alysson começou a frequentar a Igreja Quadrangular desde quando era um bebê. Com 5 anos de idade, começou a se interessar por música, olhava o pessoal tocar na igreja e queria fazer igual. Com oito anos, já fazia parte da equipe musical da igreja. Nunca foi a uma aula de violão ou de canto para aprender, sempre aprendeu sozinho, buscando conhecimento, olhando os outros tocarem. Hoje, Alysson canta, toca violão, teclado, saxofone, tudo aprendendo ‘de ouvido’.
“Com 18 anos, eu saí de Francisco Beltrão e fui trabalhar numa organização missionária em Curitiba, morava em Almirante Tamandaré, por cerca de um ano e três meses. Me envolvi com o pessoal da arte lá, tinha circo, a gente viajava bastante, eu fiquei dois meses no meio dos índios no Mato Grosso do Sul, desenvolvendo um trabalho de evangelismo, depois a gente viajou para Minas Gerais, ficamos um mês em Janaúba, trabalhando e apresentando em escolas, projetos artísticos que falavam sobre a Bíblia, projetos anti-drogas, essas coisas. Depois foi a primeira vez que eu fui tentar o Ídolos, em 2010. Vim pra São Paulo, passei no primeiro dia da audição, reprovei no segundo dia. Lembro que eu estava apostando muito nesse Ídolos e não passei. Isso me desanimou muito. Fiquei meio sem rumo”, diz Alysson, que voltou para Francisco Beltrão, começou a cursar Ciências Biológicas, na Unipar, fez um estágio de um ano no IML, quando surgiu uma oportunidade de tentar novamente na música, mas em Florianópolis.
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“Foi a primeira aventura com a música fora do meio evangélico. Peguei a minha mochila e um violão, avisei meu pai e minha mãe. Cheguei lá sem contato com ninguém. Fui apenas com um telefone de um cara que trabalhava no P12, em Jurerê, fui com uma ideia que eu ia trabalhar de garçom e ia fazer uns bicos na música. Aí eu cheguei lá no final de outubro e o P12 só abria em dezembro. Aí comecei a rodar por lá, dormir na rodoviária, num hotel barato que tinha no Centro. E em uma semana, fiquei procurando lugar pra tocar, deixando currículos, e não estava conseguindo nada. Aí dei a sorte de encontrar um cara tocando um dia no Shopping Beira Mar, e ele perguntou se eu queria dar uma canja. Fiz isso e ele gostou muito do meu trabalho. E ele me colocou pra tocar em Florianópolis com um amigo dele, argentino, que fazia cajon. E ele tava precisando de alguém pra fazer voz e violão. Então eu toquei com esse argentino de dezembro até fevereiro mais ou menos. A gente tocava muito, quase que de segunda a segunda. Foi minha primeira experiência profissional com a música. Depois de Florianópolis, eu voltei pra Francisco Beltrão, quando acabou a temporada”, conta Alysson.
Em 2013, antes de ir pra São Paulo, ele ainda tentou a vida em Recife, mas não conseguiu espaço para tocar. Foi então que um amigo de Alysson disse pra ele ir pra São Paulo, que lá não ficaria sem trabalhar, e foi o que aconteceu, pois ele nunca mais voltou para Francisco Beltrão, somente para visitar parentes e amigos.
Músicas autorais
Hoje Alysson Martins já tem bons trabalhos autorais, divulgados em suas redes sociais, principalmente no YouTube. Ele produziu o EP ‘Sem Pressa’, com cinco músicas. “São composições minhas em parceria com outros músicos e cantores, disponível em todas as plataformas digitais, foi lançado em novembro de 2019”, comenta.
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