Depois de deslizamento, engenheiro recomenda muro de arrimo na Rua Abdul Pholmann

As raízes da vegetação da encosta estão expostas, o que aumenta a possibilidade de deslizamento quando as chuvas são torrenciais.

 

Bombeiros e Defesa Civil vistoriam desmoronamento ocorrido ao lado do asfalto na subida para o aeroporto de Francisco Beltrão, após as fortes chuvas do fim de semana. 
Foto: Niomar Pereira/JdeB

 

As chuvas intensas do sábado, 27, além de provocar alagamentos em alguns pontos da cidade, trouxeram novamente a preocupação com os deslizamentos de terra. Na Rua Abdul Pholmann, que dá acesso ao Bairro Aeroporto, em Francisco Beltrão, parte do barranco com diversas árvores e bastante lama vieram abaixo, provocando a interdição da via pública por pelo menos quatro horas. 
Segundo o engenheiro Zé Carlos Kniphoff, da Defesa Civil Municipal, cerca de 10 árvores, entre pequenas e grandes, caíram com o deslizamento. Outras três foram derrubadas porque havia risco de queda. De acordo com ele, as raízes da vegetação da encosta estão expostas, o que aumenta a possibilidade de deslizamento quando as chuvas são torrenciais. Na opinião dele, uma das alternativas é fazer um muro arrimo no local. 
No sábado choveu praticamente o dia todo, com precipitação de 84 mm, e outro ponto que teve desmoronamento foi no final da Rua Antônio Salvatti, no Bairro Marrecas, onde a água desceu levando lama para imóveis na Rua João Giachini, que fica do lado de baixo. 
O coordenador da Defesa Civil de Beltrão e secretário de Assuntos Estratégicos, José Carlos Vieira, falou que a Prefeitura esteve visitando algumas regiões mais críticas da cidade, junto com equipe técnica da Mineropar meses atrás, que irá emitir um parecer sobre as medidas que precisam ser tomadas. 
O secretário salienta que o município está monitorando as áreas de risco, contudo, a partir de agora, será mais comum ocorrerem deslizamentos em encostas, principalmente com o avanço da ocupação urbana. “Com o passar dos anos, as árvores cresceram e começam pesar nos barrancos, quando caem acabam levando terra junto. Estamos aguardando a elaboração de um projeto de engenharia com participação de geólogos para adotar as medidas necessárias.” 

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“Fenda fechou no Bairro Marrecas”
Na Rua Aurélio Francescon, no Bairro Marrecas, também havia o risco de desmoronamento de grande quantidade de terra. Vieira disse que a fenda fechou e agora o município espera um laudo da Mineropar (Companhia de Mineração do Paraná). A parte que ameaçava desmoronar fica acima da Latco. 
É uma faixa linear com cerca de 100 metros que percorre o fundo de vários lotes; o morro tem uma inclinação de cerca de 45º e está a mais de 60 metros de altura. Caso deslize, a encosta cairia sobre a estrada que liga à Linha Santa Bárbara e poderia ir até dentro do Rio Marrecas. No mês de dezembro do ano passado, uma casa foi interditada na Rua Antônio Carneiro Neto, esquina com a Rua Palmas, Bairro Nossa Senhora Aparecida, após um deslizamento de terra. 

O pessoal do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil retiram as árvores da via pública.
Foto: Zé Carlos Kniphoff

 

 

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