Geral

Às 6h, eu já estava de pé ouvindo o Programa do J. Monteiro, pela Rádio Educadora AM, de Beltrão. Fiz fogo no fogão à lenha, deixei a água do chimarrão esquentando. Fui tirar o leite, tratar os terneiros, as galinhas caipiras e os patos. Entrei em casa, preparei o chimarrão e, enquanto tomava umas cuias, brustolei polenta, na chapa. Meu café foi polenta, queijo e salame. Daí, fiz dois queijos e limpei a casa. Às 10h, chegou o meu filho Arlindo com a esposa Ivone. Eles vieram pra almoçar. De almoço fiz polenta, arroz, feijão e carne de gado com salada de alface. Enquanto a comida ficava pronta, tomamos chimarrão e conversamos.
Lembramos que, terça-feira, dia 26 de outubro, vai fazer seis meses que meu esposo Antonio Agostinho Passarello faleceu. Ele estava com 89 anos. Tivemos nove filhos, 18 netos e cinco bisnetos, fomos casados durante 66 anos. Está difícil viver sem ele, a saudade é grande demais. Antônio sempre foi muito bom comigo e com a família.
Os vizinhos e amigos gostavam muito dele, pois sempre foi um homem honesto, trabalhador e religioso. Quando recebia visita ou ganhava alguma coisa, agradecia com um muito obrigado. Eu estou com 85 anos e trabalho o dia todo na roça, planto um pouco de tudo. Cuido dos animais e da casa. Meus filhos não querem que eu trabalhe tanto assim. Mas eu preciso, trabalhar é saúde. O serviço me enterte e não deixa eu lembrar tanto do passado. Estou bem de saúde, só sinto um pouco de dor na coluna. Após o almoço fomos descansar. Às 14h, o Arlindo e a Ivone foram pra casa. Eles moram no Bairro Jardim Itália, próximo à Sony Frutas. Às 15h, peguei meu chapéu e fui plantar abóboras.
Quando acabei, ajudei o meu filho João, ele estava carpindo um pedaço de terra pra plantar feijão preto. Eu já limpei um pedaço pra mim, tudo na enxada, também, e amanhã cedo (terça, dia 19), vou plantar feijão carioca com a máquina manual de duas caixinhas, uma pro adubo e outra pro feijão. Ajudei o João na carpida até as 18h. Daí, ele foi fazer forragem pra minhas vacas.
O João mora bem pertinho da minha casa, com a esposa Clarice e a filha, Julia. Eles me ajudam em tudo que preciso. Assim que o João acabou o serviço, foi buscar a Clarice, lá no Bairro Vila Nova. Ela estava cuidando de sua mãe. Eu tirei o leite e tratei os animais. Entrei em casa, tomei banho e fui tomar chimarrão. Liguei a TV, no Canal Brasil, pra assistir Os Dez Mandamentos, mas o canal estava fora de sintonia. De janta, fiz uma sopa com legumes e carne de galinha caipira. Às 21h, fiz minhas orações e fui dormir. O tempo estava bem.






