Entidades do comércio apontam que o Natal de 2017 foi melhor dos últimos anos no Brasil

Crescimento médio nacional foi de 5,6%. Compras no cartão de crédito são a principal forma de pagamento.

 

Principal via do comércio em Beltrão, a Avenida Júlio Assis ficou bastante movimentada .
Foto: Tiago Moreira/JdeB

 

AE, Assessoria e JdeB – As vendas do Natal de 2017 no País tiveram o melhor desempenho desde 2010, revertendo três anos consecutivos de retração. O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Natal 2017 mostra crescimento de 5,6% na semana entre 18 e 24 deste mês em relação a igual período de 2016. No fim de semana que antecedeu o Natal, de 22 a 24, a alta foi de 0,8% na comparação com igual período do ano passado (de 16 a 18).
Só na cidade de São Paulo as vendas subiram 5,2% na semana natalina em relação a igual período de 2016, enquanto no fim de semana houve expansão de 0,6%. 
Em Francisco Beltrão o empresariado ainda não fechou os levantamentos de final de ano, mas “as vendas, com certeza, foram maiores que em 2016”, assegura Ladi Dal Bem, empresário e presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).
“As duas semanas que antecederam o Natal foram boas, com crescimento até acima da média nacional. É um sinal de crescimento, vamos ver agora, nos próximos dias, se se sustenta”, ponderou. Segundo Ladi, a maioria da vendas foi feita no cartão de crédito, no entanto, cresceu o número de consumidores que preferiram negociar preço pagando à vista com dinheiro, utilizando-se da nova regra que permite descontos neste tipo de pagamento.
Conforme os economistas da Serasa Experian, o aumento no volume de vendas do comércio reflete a recuperação da renda real dos consumidores, influenciada pelo recuo “sistemático” da inflação e pela queda “gradual” do desemprego, além da retomada da confiança e do crédito após a queda do juro.

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Maior avanço em cinco anos
Em nova análise, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revisou a projeção de vendas calculada para o Natal deste ano e estima que a data movimentou R$ 34,9 bilhões, o que representa um avanço de 5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, o maior desde 2013. A estimativa anterior da CNC para o crescimento do volume de vendas era de 4,8%.
“A nova expectativa se baseia no cenário de inflação baixa, queda de juros e, principalmente, retomada gradual e contínua do emprego”, explica Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC. 
Um dos principais motivos por trás do maior otimismo dos lojistas é a deflação. A cesta composta por 214 bens ou serviços mais consumidos nesta época do ano mostra que, na média, os preços medidos através do IPCA-15 apresentaram recuo de 1,2% nos 12 meses encerrados em novembro – resultado inédito desde o início desse levantamento, em 2001.
Aparelhos de TV, som e equipamentos de informática registraram variação média de -6,8% nos últimos 12 meses. Em seguida, destacam-se as quedas nos preços dos alimentos (-5,8%) e eletrodomésticos (-1,7%).

Alta nos salários
O salário médio de admissão deverá registrar aumento real de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1.185. O maior pagamento deve se dar pelo ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.430), seguido pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.392). No entanto, estes segmentos devem responder por apenas 2,0% do total de vagas oferecidas.

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