Faleceu o padre belga Germano Goethals

 

Padre Germano, na época em
que atuou em Salgado Filho. 

Faleceu na sexta-feira, 20, o padre belga Germano Goethals, aos 71 anos de idade, vítima de um tumor nas vias biliares. Ele estava internado no Hospital Nossa Senhora do Pillar, em Curitiba. Padre Germano descobriu a doença em 2008 e, desde então, esteve em constante tratamento de saúde. Os tumores das vias biliares são raros e correspondem a 3% de todos os tumores do trato gastrointestinal.

Germano Goethals nasceu em 7 de julho de 1942, na Bélgica. Filho de Maurice Goethals (falecido em 1981) e Emma D’Hooge (falecida em 1995), Germano decidiu seguir a vida religiosa e após anos de estudos e preparação, chegou ao Brasil em fevereiro de 1969, membro da Congregação Missionários do Sagrado Coração. Logo na chegada, de imediato tornou-se vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração, em Capanema. 
No Paraná, atuou também nas cidades de Planalto, Curitiba, Honório Serpa, Bom Sucesso, Tijucas do Sul e Salgado Filho, onde trabalhou por 13 anos. Em 2009, fez sua primeira cirurgia contra o tumor nas vias biliares, descoberto ainda em 2008. Em 2011, ficou por um ano em tratamento na Bélgica e em 2012 regressou a Curitiba, onde continuou seu tratamento.

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Após seu falecimento, muitas caravanas de fiéis das cidades onde ele atuou participaram do velório, em Curitiba. A missa de corpo presente foi no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, ao meio-dia de domingo, 22, e o sepultamento ocorreu às 14 horas, no Cemitério Paroquial São Pedro, também em Curitiba.

Uma pessoa muito simples
De Salgado Filho, uma comitiva de 22 pessoas acompanhou o velório e sepultamento de padre Germano. Ele atuou no município por 13 anos, como vigário paroquial da Paróquia São Francisco de Assis, e cativou muito a comunidade local. “Foi a pessoa mais simples que conheci, sempre muito sincero com a gente, cativou muito o povo que até hoje tem muita saudade. Quando conheci ele, ainda não estava doente. Foi depois de uma viagem de três meses à Bélgica, em 2008, que começou o problema de saúde”, conta dona Neusa Welter, secretária da paróquia em Salgado Filho.

Dona Terezinha Segolini, esposa de Florindo Segolini, que por nove anos atuou no Conselho Paroquial no período em que padre Germano atuou no município, afirma que o padre belga realmente transformou a comunidade. “Era um bom padre, trabalhou muito pela comunidade e ajudou a conquistar várias coisas, como Casa de Catequese, que ele lutou para ajudar a construir. Foi uma grande ajuda para nossa comunidade.”
Padre Germano estava sempre rodeado de fiéis e amigos, e dizia que não gostava de ficar sozinho. “Era bem relacionado com o povo, gostava de almoçar nas casas de famílias, nunca estava sozinho, sempre com amigos. Ele era muito simples, boa gente, e fortaleceu a fé de nossa comunidade”, conta dona Terezinha. 

Estimados leitores:

Falar do padre Germano significa escrever sobre um missionário Belga que deixou seu país para vir ajudar a Igreja do Brasil no Sudoeste e na capital do Paraná como também no Mato Grosso. Foram 45 anos de história neste país. 

Primeiramente quero agradecer a este Missionário e a todos os outros Missionários Belgas, conhecidos como padres bélgicos, que inspiraram a outros brasileiros a também serem Missionários do Sagrado Coração. Nosso agradecimento ao padre Germano pela sua dedicação e entrega de um jeito muito particular e adaptado as realidades onde atuou como Missionário e Sacerdote. Quem o conheceu sabe que estamos falando de um cristão muito simples e despojado dos bens.

Aproveito para agradecer de coração a todas as paróquias que o acolheram e manifestaram a ele o respeito e o carinho como cidadão, cristão e sacerdote. As cidades por onde ele passou, Capanema, Planalto, Honório Serpa, Bom Sucesso do Sul, Atuba, Salgado Filho e Tijucas do Sul no Paraná, Juína e Brasnorte no Mato Grosso receberam dele as marcas de um Missionário que chegou ao Brasil para viver toda a sua vida.

Durante seis anos, desde que a doença manifestou-se ele resistiu para continuar vivendo e atuando. Mas, neste último dia 20 de junho chegou ao limite e entregou o espírito ao Pai, e nós agora pedimos a ele que interceda pelo povo onde viveu e também pela Província dos Missionários do Sagrado Coração. Que o lema de vida que o animou continue animando-nos a todos: Amado seja por toda parte o Sagrado Coração de Jesus! Eternamente!
No cuidado e encanto da vida,
Getulio Saggin.

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