Marcos Adelar Neis alerta que o valor do combustível está “matand” o setor de transportes.

da empresa, este que – ele destaca –
é dirigido por uma caminhoneira.
“Olha, é uma área complicada de trabalhar, tem bastante altos e baixos, mas eu gosto da estrada”, enfatiza Marcos Adelar Neis, motorista de caminhão e coproprietário da empresa Adelar Maximiano Neis & Cia., que carrega o nome de seu pai e sócio, seu Adelar, que fundou a companhia.
A empresa da família presta serviços de transportes para vários segmentos, com nove caminhões, oito dirigidos por funcionários contratados e um pelo próprio Marcos.
Ele conta que trabalha bastante na função, viajando com frequência com carregamentos de grãos para Mato Grosso.
Geralmente, o rapaz fica menos de uma semana na estrada. Se a viagem não durar mais do que isso, ele viaja toda semana. “Normalmente fico seis dias fora, mas já aconteceram situações de ficar até 20, 30 dias.”
Antes de trabalhar nos transportes, Marcos passou por outros ramos, como vendas e materiais de construção. Mas aí surgiu a oportunidade de trabalhar com caminhões junto ao pai.
Os dois abraçaram a oportunidade e este trabalho tornou-se o caminho que a família Neis trilha há 13 anos.
Marcos aponta dificuldades do setor
Como, além de motorista, Marcos também é dono da empresa, ele consegue observar o trabalho com pontos de vista distintos. E isso garante que ele possa comentar a situação atual do setor dos transportes com uma visão bastante ampla.
Com a experiência de 13 anos nessa função dupla, Marcos afirma que, atualmente, estamos vivendo em um dos pontos baixos do trabalho de caminhoneiro ou empresário do ramo: “Agora está um período ruim para todo o setor de transportes. Este ano está muito difícil.”
E aponta como o maior culpado pela situação o preço do combustível. “A grande dificuldade no momento é o preço do óleo diesel, isso está matando o setor de transportes.”
No entanto, apesar das dificuldades, Marcos diz que não pretende mudar de função. “O principal motivo para eu continuar trabalhando com o setor agora é a necessidade, mas, fora isso, eu também gosto do que eu faço.”
Além disso, o motorista diz que a empresa, que conta com nove caminhões, tem contratos fixos de prestação de serviços em várias rotas no Sudoeste do Paraná, no Norte do Estado e até no Estado do Mato Grosso, e isso garante um pouco mais de estabilidade no trabalho da família e dos funcionários.






