A necessidade de higienização das compras levadas para casa, por exemplo, levou a Irani a lançar uma embalagem de papel com tecnologia antiviral.

As mudanças de comportamento motivadas pela pandemia — o uso de máscaras, por exemplo — têm criado novas oportunidades de negócio para empresas. A necessidade de higienização das compras levadas para casa, por exemplo, levou a Irani a lançar uma embalagem de papel com tecnologia antiviral, antibacteriana e antifúngica.
“Vimos diversas mudanças no comportamento de consumo do brasileiro, que passou a fazer mais compras pelo ecommerce e via delivery, recebendo assim um maior volume de embalagens em casa” diz Sergio Ribas, diretor-presidente da Irani.A empresa não revela o investimento no produto, que deve custar cerca de 15% a mais em relação à embalagem comum de papelão. “É uma embalagem exclusiva e inédita no Brasil, com grande valor agregado”, afirma Ribas.
Hoje, por volta de 70% da demanda da Irani vem da indústria de alimentos. “Entre os segmentos com maior potencial de adesão à nova embalagem estão os frigoríficos e a indústria alimentícia”, diz ele, que também aposta na alta demanda por parte dos setores de comércio eletrônico e delivery.“Apesar dos recentes estudos apontarem a baixa transmissão do novo coronavírus por superfícies, sendo maior a propagação pela exposição através do ar e do contato direto com outras pessoas, entendemos que a busca por maior higiene é uma nova demanda dos consumidores”, diz Andrea Quintana, gerente de marketing e inovação da Irani.
Lupo diversificou seu porfólio
No primeiro trimestre da pandemia, em 2020, algumas confecções correram para oferecer a proteção antiviral. Havia muita incerteza ainda sobre a capacidade de transmissão do vírus por superfícies e a recomendação era trocar de roupa assim que se chegasse da rua.Surgiram camisetas, calças, leggings, casacos, vestidos e até capinhas para celular feitas com tecido que garante a rápida inativação do vírus. Mas só a máscara de proteção vingou.“Vendemos 42 milhões de máscaras até agora, o que corresponde a um faturamento de R$ 192 milhões”, diz Liliana Aufiero, diretora presidente da Lupo. Os demais produtos, como meias, leggings, camisetas “não tiveram procura notável”, afirma.“Como o vírus se transmite pela fala, ao se expelir perdigotos, entende-se a razão de a máscara ser mais procurada, uma vez que ela é feita com fio que inativa o vírus e é antibacteriana”, diz Liliana.
Malwee
Em outras confecções que lançaram toda uma linha de produtos antiviral, a máscara também se tornou o carro-chefe da coleção.“Das cerca de 800 mil peças que vendemos até hoje, 500 mil são máscaras”, diz Patrícia Calixto, gerente da marca Malwee. A linha Protege foi lançada em meados do ano passado, para o público infantil e adulto, com camisetas, calças, casacos, conjuntos e vestidos.“Nós mantemos a linha porque entendemos que é uma proteção para a família e vamos expandi-la, diversificando os atributos”, diz ela.
Até agosto, na coleção primavera deste ano, a Malwee vai lançar camisetas e pijamas com propriedade antiodor (tecnologia NanoxClean) e repelente (Repelltex).Na grife de roupas fitness Live!, a propriedade antibacteriana, que evita o odor, aliada à antiviral garantiu que a linha continue no portfólio. “A tecnologia empregada na Live! Care permite a eliminação dos vírus e bactérias em apenas um minuto, o que atende o desejo do público por maior assepsia”, diz a gerente de marca da Live!, Sylvia Gatti.
A confecção lançou uma coleção de legging, blusa moleton e máscara com a proteção. “A máscara saiu mais porque tem um custo menor, em torno de R$ 40”, diz Sylvia, destacando que a coleção se tornou permanente. Ainda assim, diminuiu de tamanho: dos 30 itens originais para 15.




