Indústria de confecções fecha as portas

135 funcionários estão sem receber os salários e direitos trabalhistas.

Funcionários da Fabelle reunidos em frente à fabrica, na Avenida das Missões.
Funcionários da Fabelle reunidos em frente à fabrica, na Avenida das Missões.

Os funcionários da indústria de confecções Fabelle, de Ampere, vivem um momento de incertezas. Na manhã de ontem chegaram para trabalhar e as portas da empresa estavam fechadas. Em rápida conversa com os funcionários, a proprietária da Fabelle disse que não tem condições de pagar os salários. *JdeB – Os funcionários da indústria de confecções Fabelle, de Ampere, vivem um momento de incertezas. Na manhã de ontem chegaram para trabalhar e as portas da empresa estavam fechadas. Em rápida conversa com os funcionários, a proprietária da Fabelle disse que não tem condições de pagar os salários. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecções e a advogada Andressa Ceconi foram acionados para acompanhar o caso. Para tentar receber os salários e demais direitos trabalhistas, os funcionários devem entrar com ações na Justiça do Trabalho.   

Pessoal perplexo
A empresa que produzia confecções em jeans outros tipos de produtos mantém cerca de 135 empregados que atuavam nas funções de costura, auxiliar de costura, passador, entre outras. A Fabelle possui instalações na Avenida das Missões, bem próximo da região central. Os proprietários da empresa são de Ampere.Conforme matéria das rádios Ampere AM e Interativa FM, “todos estavam perplexos com a notícia do fechamento da empresa”. Uma parte dos funcionários estaria com os salários de novembro e dezembro, parcela do 13º salário e horas extras em atraso.

Nota da Fabelle
Em nota enviada às rádios Ampere e Interativa, a empresa disse que “sentimos profundamente por todas as pessoas envolvidas, se pudéssemos evitar essa situação, faríamos o possível. Lutamos por mais de 20 anos com a empresa, e no final saímos sem nada, perdemos casa, carro, sítio e principalmente uma vida tranquila. Trabalhamos há dez anos para uma empresa de Criciúma, que todos os anos nos ajudava, e na última semana fomos abandonados,” diz o comunicado.Os funcionários montaram uma comissão para representar o grupo. Após boa parte se deslocou até a empresa responsável pela contabilidade da indústria para buscar informações. A advogada Andressa Cecconi foi constituída como procuradora do grupo perante a Justiça. O JdeB tentou contato por telefone com a indústria, mas ninguém atendeu a chamada. A administração municipal ainda estava tentando buscar informações para se inteirar da situação e tomar uma posição. No contato telefônico com a advogada Andressa, ela ficou de retornar com informações sobre a estratégia jurídica que será adotada diante do fechamento da empresa. Mas ela adiantou, rapidamente, que as ações judiciais individuais estavam sendo preparadas pelo seu escritório.

*Com informações das rádios Ampere e Interativa.

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