Ele é o quarto chefe do Executivo em 28 anos de Cruzeiro do Iguaçu.
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Em 28 anos de história, o município de Cruzeiro do Iguaçu tem, desde o início de 2021, o seu quarto prefeito. Leonir Gelhen (PSDB), professor de carreira, agora tem a responsabilidade de conduzir o município nos próximos anos. Em entrevista para o Jornal de Beltrão, o prefeito lembrou a sua história. “Eu cheguei na época da primeira eleição. Eu fui cuidar a sub-rodoviária em Foz do Chopim e fazia faculdade de Administração de Empresas. A professora Iracema Canan, que era diretora da escola municipal, me convidou para dar aulas de Matemática. Também fui convidado pra dar aula no estadual e eu gostei. Mudei meu curso para Matemática e segui na educação. Mais tarde, acabei me tornando coordenador do Colégio Canoas, que hoje está fechado, depois fui supervisor do Arnaldo Busato, vice-diretor e oito anos diretor. Hoje, é motivo de muito orgulho comandar o município nesse aniversário”, relatou.

Ele trata o momento atual como uma ruptura com o grupo político que comandou o município até então. “Devagar, vamos nos adaptando. Queira ou não queira, foi muito tempo no poder sem uma administração diferente. Ficou sempre dentro de um grupo e, claro que, isso gera um pouco de dificuldades para quem assume, no começo. É um momento de ruptura, estamos tendo essa oportunidade e eu estou contente. Acredito que, apesar da pandemia, as coisas estão andando”, disse.
Conhecimento
O prefeito destaca que é importante para o município ter pessoas dentro e fora da Prefeitura que saibam lidar com os trâmites do poder público. “Temos pessoas lá fora que conhecem a administração e, quando sairmos, também vamos saber como funciona a Prefeitura. Eu falo que, quando um município só tem um líder, se ele vai para o caminho errado, todo mundo acaba o seguindo. Agora temos outras opiniões. O bom do município é ter quatro, cinco líderes bons porque sempre um busca fazer melhor do que o outro e, se um for para o caminho errado, não leva toda a população. Agora, eu tenho que trabalhar porque tem o grupo lá fora que quer voltar. Acho que, depois desse mandato, Cruzeiro do Iguaçu vai ser diferente, mais pessoas criaram coragem para enfrentar o poder”, completa.
Ano difícil
Com a pandemia do coronavírus, o trabalho do gestor acaba tendo algumas diferenciações se comparado aos últimos anos. “Já era para termos ido para Curitiba e Brasília (DF) e não conseguimos, mas estamos mandando os pedidos, já conseguimos liberar 1,7 mil metros de calçamento para a divisa do município. A gente está conversando com o prefeito Carlinhos Turatto (PP), de Dois Vizinhos, para também dar uma atenção do lado de Dois Vizinhos. Agora vamos conseguir atender. Tenho parceria boa com o Carlinhos e com o Giva (PP), prefeito de Boa Esperança do Iguaçu. Temos conversado bastante, vamos juntos para reuniões e é importante que as três cidades cresçam”, explica.
O mandato tem foco na educação, agricultura, saúde e no turismo. “Estamos batendo forte no turismo para trazer o povo de fora para cá, queremos pessoas para investir aqui. Falamos com os deputados e com a Copel buscando melhorar a iluminação na região dos lagos, melhorias da rede, só que isso leva um pouco de tempo, mas já está tudo protocolado. Acredito que passando essa pandemia, vacinando a população, as coisas vão andar”.
Primeiro escalão
Prefeito eleito para o primeiro mandato, Leonir procurou trazer gente nova para o poder público. “Eu não tinha compromisso com ninguém. Não me prendi, não ofereci nada para ninguém. Eu sempre ofereci trabalho e disse que vou fazer tudo que estiver dentro da lei e se tiver dinheiro. Tínhamos bastante reclamação na questão de horas-máquinas. Eu fui bem claro que seria cobrado, não ia ser dado de graça, mas íamos fazer. Antes, não tinha prazo para fazer os serviços e já conseguimos colocar em dia. Se a pessoa chegar hoje de manhã e quiser, à tarde, já conseguimos, em alguns casos. Nós temos que ajudar a agricultura, sempre dentro da lei. Se não ajudar, tudo vira fazenda e acaba sobrando menos famílias. Em 100 alqueires quantas famílias tinham no passado? Se tiver uma fazenda ficam duas ou três famílias. Isso não é bom. Por isso, olhamos para o pequeno produtor”, completa.
A relação com os vereadores também está boa. “É tranquila. Eu conversei para que todos consigamos crescer juntos. Eu preciso deles, eles precisam de nós sempre pensando no município. Concorremos para ajudar o município e é isso que temos que fazer. Já tivemos várias reuniões, conversamos com o presidente da Câmara, Paulo Richardi (DEM), e vamos buscar nos ajudar. Queremos um mandato de diálogo”, conclui.
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