Geral

Por Ivo Pegoraro
Conheci os irmãos Danilo e Moacir Bondan ainda quando eles tinham sua serraria ao lado do Parque de Exposições. Nesses anos todos nos encontramos várias vezes.
Ano passado, dia 15 de maio, fui na Cango, Rua Senador Vergueiro, ver o local onde 15 anos atrás (semana que vem, 21 de maio, completam-se 16 anos) ocorreu uma tragédia: um carro dirigido por um homem embriagado atropelou uma procissão, ferindo muitas pessoas e matando duas: a irmã Raquele de Souza e o Valmiré Marchiore.
Foi quase em frente à casa do Danilo, onde o encontrei e o fotografei.
A última vez que o vi foi dia 6 de fevereiro deste ano. Era aniversário de nascimento de Edgar Faust, o homenageado de uma rua do bairro Padre Ulrico/Terra Nossa. No fim da rua, encontrei o Moacir – ele me dizia que lamentava as pessoas que despejam lixo na barranca do Rio Marrecas, ao lado de sua empresa. Logo depois chegou o Danilo. Conversamos e fotografei os dois. Publiquei, no site do Jornal de Beltrão:
Madeireira Bondan está na Rua Edgar Faust
A maioria das empresas instaladas na Rua Edgar Faust, no Bairro (ou Loteamento) Terra Nossa, não funciona aos sábados. No final da rua, à direita, perto do Rio Marrecas, tem a Madeireira Bondan. E seus proprietários, os irmãos Danilo e Moacir Bondan, estavam lá neste sábado de manhã.
À tarde não. O Moacir diz que sábado de tarde joga bola, aos 69 anos.
Danilo e Moacir criaram a Madeireira Bondan em 1980. Por muitos anos atendia próximo ao Parque de Exposições (esquina das ruas Curitiba e Peru). Há quatro anos, foi instalada no Terra Nossa, em terreno cedido pela Prefeitura em forma de comodato.
Serra basicamente pinus e eucalipto e também beneficia madeiras.
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Conversamos outra hora
Aquela foi a última vez que vi o Danilo. Agora a notícia de sua morte. Liguei pro Moacir, ele não atendeu. Mandei mensagem, ele me retornou dizendo “conversamos outra hora”. Imagino como ele deve estar sofrendo.




