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Neste domingo, 26 de abril, comemoram-se 520 anos da primeira missa rezada no Brasil, pelo frade Henrique de Coimbra, na Praia da Coroa Vermelha, litoral Sul da Bahia. Não tem foto, naquele tempo a fotografia não existia (foi inventada pelos franceses no século 19). A missa é representada por um quadro de Victor Meireles, pintado em 1860.
No quadro – sem contar os índios trepados em árvores – há centenas de pessoas. Muito mais que as missas de hoje. Devido ao novo coronavírus, as igrejas do mundo inteiro estão quase vazias, é preciso evitar a aglomeração. Na celebração, somente o padre, os leitores e os cantores, uma meia dúzia de pessoas, ou uma dúzia, no máximo, quando são missas concelebradas, como ocorreu na recente Semana Santa.
Claro que as missas de hoje devem ter mais gente acompanhando e rezando junto com o sacerdote do que naquele histórico 26 de abril de 1500. Porque as missas são transmitidas por emissoras de rádio e televisão. Os fiéis acompanham de casa e os sacerdotes e o próprio bisbo dizem que o valor da oração é o mesmo, quem acompanha à distância, por estar impedido de ir à igreja, cumpre sua obrigação de católico.
Mas se levar no pé da letra, contando quem está presente no local da missa (igrejas de hoje ou céu aberto do tempo do descobrimento do Brasil), aquela de 520 anos atrás tinha, sim, muito mais público.

No quadro de Victor Meireles (1860), a primeira missa rezada no Brasil em 26 de abril de 1500.






