Outras ruas da cidade também deveriam ter dois nomes


Agricultor falecido em 1984 com 67 anos, Pedro Strello é nome de rua em Francisco Beltrão. No mapa aparece como Bairro São Miguel, mas moradores do local dizem que devia ser Bairro Novo Horizonte. O bairro realmente foi um novo horizonte para as famílias que residiam clandestinamente na área do atual trevo do São Miguel, ao lado da ponte do Marrecas, e foram reassentadas pela Prefeitura neste local.
Bairro Novo Horizonte ficaria mais fácil localizar. Até porque o Bairro São Miguel se localiza bem mais próximo do centro da cidade. Este Novo Horizonte é à esquerda da rodovia de quem sai de Francisco Beltrão para Ampere. É onde se localizam o Distrito Industrial Dante Manfrói e os campos de futebol do Justino Rafagnin.
À primeira vista, a Pero Strello seria uma rua de duas quadras. Errado. É de apenas uma quadra. Na sequência da rua, depois de cruzar a Luiz Hellmann, demonina-se Rua Antonio Cargnini.
Essa prática, de dar mais de um nome à mesma rua, deveria ser adotada em outras ruas da cidade. O caso mais clássico é daquelas que são cortadas pelo Morro das Antenas: ruas Antonio Carneiro Neto, Alagoas, Goiás, Minas Gerais e Sergipe. Começam no Bairro Alvorada, são interrompidas pelo morro e continuam lá nos bairros Industrial e São Cristóvão.
Está aí uma tarefa para os vereadores que serão eleitos dia 15 de novembro. Há ruas com necessidade de receber mais de um nome. E candidatos a nome de rua é o que não falta.
Deixou mais filhos do que casas em sua rua
Natural de Passo Fundo, Pedro Strello veio para Francisco Beltrão em 1972. Era agricultor e carpinteiro. Residiu no Rio Pedreirinho e na Rua Uruguai, Bairro Vila Nova.
Segundo definição de seu filho Delmar, registrada no livro “Ruas da cidade de Francisco Beltrão”, Pedro Strello foi “pai excepcional, de caráter, criou todos os filhos com dignidade, ensinando o caminho certo e a serem bons cidadãos. Os quatorze filhos guardam com carinho os seus ensinamentos”.
Se todos os filhos quisessem se estabelecer na rua que leva o nome do pai, cada um em uma casa, talvez não conseguissem, não tem 14 casas.
Pedro Strello era casado com Velocina Dibardi Strello e teve 14 filhos: Ivo, Loreci, Francisco, Lurdes, Eva, Adão, Lorena, Hélio, Lucinda, Edílio, Gildo, Elói, Rosemarii e Delmar.





