Pecuaristas aguardam ansiosos declaração do Paraná livre da febre aftosa sem vacinação

Os produtores de bovinos de corte e leite e de suínos, laticínios e frigoríficos do Estado poderão ganhara novos mercados

Alberi Agnoletto: setor do agronegócio está de parabéns.

É aguardada para o primeiro semestre de 2021 a declaração, pela Organização Internacional das Epizootias (OIE), sediada em Paris, na França, da certificação do Estado do Paraná como área livre da febre aftosa em bovinos, bubalinos e suínos, sem vacinação.

Na prática, a vacinação já não vem sendo aplicada desde 2020 em bovinos e búfalos do Estado. Porém, os produtores têm que fazer comprovações sobre o rebanho e de sanidade perante a Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Adapar). Para lideranças da pecuária de corte de Francisco Beltrão, a declaração pela OIE será uma grande conquista para o Estado.

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Cláudio Borges, novo presidente da Sociedade Rural de Francisco Beltrão, que congrega criadores de gado de corte da região, destaca que “nós já somos uma área livre com vacinação, já estamos vendendo, por isso tá esse preço [bom do bovino].

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O mundo descobriu o Paraná, o Sudoeste do Paraná, e essa declaração de área livre sem vacinação já abre uma porteira mundo a fora, a Europa, Oriente Médio, vamos vender pra todos. Temos área livre sem vacinação, mas vamos aguardar a OIE, o que vem pela frente. Esperamos com muita ansiedade a certificação, sem vacinação, pra exportarmos pro mundo todo”.

Alberi Agnoletto, ex-presidente e atual tesoureiro da Sociedade Rural, comenta que “nós já somos área livre de aftosa, mas com acompanhamento, não estão sendo vacinados mais os animais, isso quer dizer que nós temos mais condições de agregar melhor preço na venda dos animais vendidos para o exterior. Por isso que nós somos a favor de ficar livre da vacinação da febre aftosa, porque o Paraná sempre foi um Estado organizado. Com isso, mais uma vez, os pecuaristas, enfim, o agronegócio está de parabéns, porque nós estamos lutando com a causa para o bem-estar do animal e também dos produtores”.

A expectativa é que a declaração da OIE resulte, também, em mais investimentos e novos mercados para a carne suína paranaense.

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