Empresário se tornou popular pelo pioneirismo na indústria de alumínio, no trato com os clientes e por ajudar muita gente.

A morte do empresário Belmiro Ecker, sábado, 6, repercutiu não somente entre colegas e amigos, mas em toda a cidade. Além da atuação pioneira na indústria de alumínio de Francisco Beltrão e pelo atacado de utilidades domésticas, ele era popular pelo carinho com que tratava clientes e conhecidos.
“O Belmiro era uma pessoa de referência em nosso setor, um empreendedor nato, visionário e pai de quase todas as empresas de alumínio existentes hoje na região”, pontuou Ademar Pastre, coordenador do Arranjo Produtivo Local de Alumínio. Pastre e Belmiro se conheciam desde os anos 80, quando este trabalhava como representante comercial. Depois, Ecker e outros três sócios fundaram a primeira indústria de alumínio de Beltrão. O setor, hoje, possui 32 empresas no APL e gera mais de 1,5 mil empregos diretos.
O prefeito Cleber Fontana (PSDB) também lamentou a perda: “Homem que venceu trabalhando, gerando empregos e contribuindo para nosso município. A Covid te levou, mas teu trabalho e resultados ficaram”. Apesar do pioneirismo na área industrial, nos últimos anos Belmiro se dedicava ao atacado de utensílios domésticos, no Bairro Cristo Rei.
Em um vídeo postado pelo ex-governador Orlando Pessutti há mais de dez anos, Belmiro conta um pouco da sua trajetória e do desenvolvimento que a indústria de utilidades em alumínio trouxe para a região. “Precisava de uma peça, tinha que ir a São Paulo; um parafusinho, São Paulo; um cabo de balde era em São Paulo; uma roda pra polir tinha que ir a São Paulo e agora fazem tudo aqui, na capital do alumínio do Sudoeste do Paraná”, relatou no vídeo. “E aqui nesse lugar quero ficar até o fim”, encerrou.
Belmiro foi mais uma vítima da Covid-19. Morreu aos 77 anos. No Facebook, muita gente que o conhecia prestou condolências à família e destacou, além de seu espírito empreendedor, sua disposição em ajudar as pessoas.






