Região está atenta aos riscos de dengue
Os municípios do Sudoeste, em especial os vizinhos de Francisco Beltrão, estão atentos aos riscos de contágio da dengue. Em Marmeleiro, Salto do Lontra e em Capanema, por exemplo, os departamentos já convocaram suas equipes para mutirões, orientações e fiscalizações em todos os imóveis. Mas as notificações estão 18 municípios da região (veja lista de Casos Notificados). As medidas são de prevenção principalmente por causa dos 108 casos autóctones encontrados na população beltronense, mesmo que a Secretaria de Saúde já tenha garantido que a situação está sob controle.
Nesta semana, apenas 30 casos foram notificados. Ou seja, com tantas frentes de combate, a tendência é que os índices não cresçam muito nos próximos dias. Mas em Marmeleiro, a Vigilância em Saúde está preparando dois arrastões para fazer coleta de lixo em alguns pontos. O primeiro será nas entradas e saídas do município dia 21 de março. O segundo será realizado em 14 de abril e estará direcionado especificamente aos imóveis na cidade. Três agentes da dengue fazem o trabalho de prevenção e de combate. A chefe da Vigilância, Taísa Padilha, disse que a equipe está empenhada em atender todo o tipo de reclamação. “Recebemos denúncias diariamente. Além disso, temos as visitas às casas e as orientações nas escolas”, conta. Ontem mesmo, em Salto do Lontra, os agentes de endemias e os servidores do Departamento de Urbanismo fizeram um arrastão.
Segundo a enfermeira do setor de Epidemiologia, Ana Paula Ferreira, todos os lotes e residências foram vistoriados. “Coletamos todo tipo de material que possa acumular água”, diz. “Também entregamos material com orientação nas escolas.” A enfermeira Ana informou também que dos cinco casos notificados na semana passada, dois já foram descartados. Restam, portanto, três suspeitos. Mesmo assim, a preocupação permanece. “Vamos continuar fazendo as visitas nas casas”, disse. No município, 25 agentes da saúde ajudam no combate à dengue. E três destes atuam com exclusividade. A coordenadora da dengue de Capanema, Neusa Lopatiuk, disse que todos os segmentos da sociedade estão envolvidos no trabalho. “Tem padre e pastor nas igrejas, os enfermeiros nas escolas, os 32 agentes de saúde a campo, tem faixas e bastante propaganda divulgando os riscos; todo mundo ajudando”, conta. O carro de som é outro recurso bem utilizado pela prefeitura.
“O pessoal já deve estar enjoado de tanto ouvir. Mas é para que todos permaneçam alerta. Pra semana que vem estamos até pensando em outra programação, ainda não sabemos o que. Mas não queremos parar a campanha para que ela não seja esquecida”, entende a coordenadora Neusa.




