Evento, no Hotel Lago Dourado, contou com palestra do professor Jacó Gimenes, presidente da Rede de Turismo Regional (Retur).

Ontem, 30, de manhã, no Hotel Lago Dourado, uma reunião celebrou o primeiro ano de trabalho e cooperação entre os municípios da microrregião para o turismo. O evento contou com a presença de lideranças e teve, como principal atração, a palestra com o presidente da Rede de Turismo Regional (Retur), Jacó Gimenes, que atua como conselheiro do projeto. O coordenador do bloco de município turismo de vizinhança (G-7) e coordenador do plano de Desenvolvimento Local Dois Vizinhos 2030 (DV-2030), Luiz Carlos Peretti, destacou o bom andamento dos trabalhos.
“Temos muito a celebrar. Evoluímos, avançamos bastante nesse período. Cada município teve suas ações, seu diagnóstico turístico, alguns já concluíram o inventário, já temos alguns roteiros montados e isso é importante. Tivemos também muitas capacitações, por exemplo, com o professor Jacó, já fizemos oito ‘lives’ de treinamentos. Agora, temos que consolidar os roteiros e começar, a partir de fevereiro ou março, a comercialização. O nosso propósito é fazer com que a região seja valorizada, o povo venha nos visitar, aproveitar o que temos de bom aqui”, disse.
O presidente da Associação Empresarial de Dois Vizinhos (Acedv/CDL), Rogério Sidral, destacou que o trabalho, em Dois Vizinhos, é um pouco mais antigo. “Começamos há dois anos, em uma reunião na Cresol, quando o presidente da Acedv/CDL era o (Edilberto) Minski e foram dados os primeiros passos, trazendo o professor Jacó, que é um exímio conhecedor do turismo no Paraná, para dar para nós um norte. Hoje, passamos por um momento de reflexão para ver o que nós conseguimos fazer até agora.”
Ele ressalta que agora é o momento de capacitar os duovizinhenses. “Tivemos fases nesse período. A primeira foi vender a ideia do turismo, depois catalogar os possíveis pontos, agora estamos na fase mais prática, já foi criada a lei de incentivo ao turismo e vamos entrar na parte de treinamentos e capacitações para as pessoas estarem mais preparadas para receber os turistas”, completa.
O professor Jacó Gimenes, por sua vez, enfatizou que nem a pandemia de coronavírus freou os trabalhos. “É meu primeiro trabalho presencial depois de um ano e cinco meses. Eu estive aqui em fevereiro e março do ano passado e o grupo é muito ativo. Enquanto em muitos lugares do Brasil as coisas pararam, aqui não. Trabalhamos intensamente de forma on-line e esse foi o segredo. Em época de crise, não tem manual, você precisa buscar o caminho e isso foi feito.”
O que explorar?
De acordo com Gimenes, os rios e lagos da região geram bastante potencial turístico. “Nós temos o Rio Chopim, que é todo de vocês, do Sudoeste, e isso já os torna diferentes. Vamos imaginar que uma pessoa chega nas margens do rio e está contemplando. Se tiver um morador que coloca um barco para fazer um passeio, já gera um produto. Ele pegou o potencial, colocou trabalho, capital e um serviço para vender. Aí, a pessoa sabe que vocês têm uma etnia italiana aqui e os italianos são alegres, gostam, vibram, cantam, tem fartura na mesa e quem vem de fora sabe disso. Então, se tiver uma cantina, um local que sirva um café, um risoto, um produto artesanal já se torna comércio e turismo”, explicou.






