Após férias coletivas, restaurante reabre nesta quarta, com seu prato mais tradicional.

O Tesser Restaurante e Churrascaria, em Francisco Beltrão, retorna das férias coletivas hoje à noite com as churrasqueiras a todo vapor. Nesta quarta-feira, volta a ser servido o tradicional rodízio de picanha, com mais de 20 sabores, que tornou o local conhecido em toda a região.
A ideia de fazer um rodízio de picanha surgiu por volta de 2008 — dois anos depois de o restaurante entrar em funcionamento —, como forma de valorizar o churrasco, tão querido pelo seu Lirio Tesser. Ele já tinha muita experiência como assador de carne, ganhou até carro num concurso de leitão à pururuca, e decidiu investir nessa paixão.
Antes de comprar o então Barril Café, na PR 483, e transformá-lo no Restaurante Tesser, seu Lirio, a esposa Rosalva e as filhas Aline e Alana trabalharam por anos nas associações do antigo Banestado e da Sadia, em Beltrão. Foi aí que todos estreitaram laços com a cozinha até se tornarem donos de um negócio familiar.
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“Quando a gente abriu aqui o restaurante, meu pai trabalhava na churrasqueira. A gente não sabia muito bem o que ia focar, se era na estrada, se era em pessoas da cidade, se era noite, se era dia. Também faltava um pouco de informação, não tinha tanto acesso e a gente também não conhecia muitas coisas. A ideia que surgiu na época, por exemplo, o rodízio de petiscos, foi a minha mãe assistindo ao Fantástico, tava passando sobre um bar e começou vir a ideia dos bolinhos que ela fazia em casa, fazia pra gente comer, e aí partiu essa ideia de fazer um rodízio de petiscos, vários tipos de porções”, conta Alana.
Esse prato também ficou famoso e é servido até hoje, principalmente para o público da noite. Mas, estando localizado em uma rodovia, seria impossível não pensar em atender quem está na estrada. “Precisava ter uma janta, então por isso os pratos à la carte. A gente também pensou na hora do meio-dia, trabalhar com opção de bufê, com rodízio de carnes, que era uma coisa que a gente queria. Então, o início foi muito difícil, era meu pai, minha mãe, uma funcionária e um funcionário atendendo e eu ficava no caixa, acho que eu tinha 13 anos”, lembra a empresária.

Quatro vezes mais picanha
Hoje, o Restaurante Tesser se estabeleceu no setor gastronômico e a época de servir cinco, seis almoços por dia ficou para trás. Do início servindo nove rodízios com quatro sabores de picanha foi para 20 a 24 sabores, conforme os ingredientes da estação.
“A gente conseguiu achar o equilíbrio do nosso método de fazer rodízio de carnes, que é uma coisa bem complicada, justamente pela alta das carnes e pela falta de mão de obra. Eu acho que vai ser um mercado que, futuramente, vai ser um diferencial, por isso a gente acredita e sempre vai tentar melhorar. Eu acho que a gente pode se considerar um dos pioneiros de picanha. Entre tipos e sabores, varia de 20 a 24, tem de carneiro, de avestruz, a suína, a de gado, dependendo da sazonalidade dos ingredientes.”
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A família continua trabalhando no restaurante. Alana se formou em Administração e depois, com a irmã Aline, cursou Gastronomia. Aline e o marido, Celso, dedicam-se aos eventos servidos pelo Tesser. De volta ao trabalho, a expectativa é de que 2021 seja um ano de retomada.
“Nós temos muita esperança, principalmente na parte dos eventos, que com essa vacina a gente consiga retomar. Entre deixados de fazer e reagendados, envolveu mais de 30 eventos, é a parte que a gente tá sentindo bastante. E a perspectiva também com a vacina é que as viagens retornem, a gente teve um impacto um pouquinho maior na questão dos viajantes, que é um mercado que acabamos pegando também, principalmente, ao meio-dia. Temos muita esperança que as coisas retornem pelo menos ao normal”, diz Alana.




