Geral
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Um dos momentos mais aguardados dos desfiles do Dia 7 de Setembro em Francisco Beltrão é a passagem dos militares, viaturas e armamentos do 16º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado/Exército. Devido à pandemia do coronavírus, não foi possível organizar o desfile em 2021. Mas o trabalho das forças armadas vai muito além dos desfiles e formaturas militares. Há um programa que explica aos incorporados, anualmente, aspectos e informações sobre patriotismo e civismo. O comandante do Esquadrão, tenente-coronel Luiz Claudio Ferreira de Araújo, em entrevista ao JdeB, explica que “o civismo é um dos valores da nossa força. Tem outros como coragem aprimoramento técnico e profissional, a fé na missão do Exército. Sendo ele um valor, nós temos que cultuar esse valor, desde a entrada de um soldado ou de um aluno de uma escola. Como nós [do Exército] fazemos isso? Nós temos os programas padrão. Eles balizam a instrução do militar desde a sua chegada aqui. Existe o programa de qualificação básico e o programa de qualificação e também de adestramento”.
A instrução do recruta, até a sua formatura, no fim do ano, é dividida em três fases. A primeira fase é muito carregada do sentimento de patriotismo. Uma das matérias é a apresentação dos símbolos nacionais: Bandeira do Brasil, Hino Nacional, Selo Nacional e o Brasão das Armas. “Esses quatro símbolos são apresentados pra eles desde o início, pra que esses símbolos sejam cultuados, porque são símbolos dos brasileiros. A partir daí, por meio das formaturas, por meio das solenidades, por meio do próprio serviço onde são cobrados diuturnamente eles vão tendo a participação destes valores, e cada vez mais eles vão tendo isso na própria vida. A partir daí isso vira um modo de vida pra eles. O soldado vira um cultuador dos símbolos nacionais e por isso vai fazendo o civismo ser mais. Quando ele sai do quartel, passa a ser um cidadão bem mais cônscio do que é o civismo para si e acaba levando estes valores para sua família.”
O tenente-coronel destaca que o Dia da Independência, “é uma data do brasileiro, é uma data nacional, não é tão somente uma data de desfile militar. É um dia em que o povo brasileiro celebra a sua certidão de nascimento. Quando nós nos preparamos para 7 de setembro, eu não digo só aqui em Francisco Beltrão, mas também em outras unidades por onde passei, há uma preparação específica. Mas durante o ano, ela já vai sendo feita para que a tropa possa apresentar o melhor que tem em termos de viaturas operacionais, desfile a pé, uniformes e equipamentos”.
Momento perante a comunidade
Ele lamentou que a não realização do desfile em função da pandemia. “Em Francisco Beltrão, nos teríamos um desfile mecanizado com todas as nossas viaturas operacionais e com destaque para a viatura Guarani, devido ter chegado a pouco tempo e ter uma tecnologia embarcada, e a tropa a pé, porque até mesmo os familiares e amigos dos nossos militares vão para prestigiar este momento. Apesar de ter algum tipo de ensaio e preparação específica, ela é feita no dia a dia. Todas as semanas nós fazemos uma formatura para a manutenção dos nossos padrões de ordem unidade, que é uma característica para disciplina e espírito de corpo na tropa, espírito de corpo que também é um dos valores da nossa força; e quando há uma solenidade, há de se fazer alguns ajustes devido ao rito da formatura ou solenidade, mas o básico, a marcialidade da tropa, os movimentos com armas, semanalmente fazemos aqui e cada vez alcançando padrões melhores de execução.”
O 16º Esquadrão está sediado em Francisco Beltrão, mas geograficamente abrange boa parte da região Sudoeste. Por isso, eventualmente, militares do Esquadrão participam de desfiles, representações e momentos nos municípios da região. “Apesar de termos a sede aqui, nós temos a chance de poder conhecer o poder público local, a oportunidade de o soldado que não conhece a área próxima a Francisco Beltrão, estar lá postado garbosamente, isso faz com que aumente a sensação de civismo própria dos militares. Isso faz com que nós sejamos mais conhecidos e que eles conheçam também mais o trabalho do Exército Brasileiro. Nesses momentos, eventualmente, há palestras, conversas com a população que às vezes, por falta do acesso às mídias sociais ou divulgação, acaba não se fazendo dos inúmeros trabalhos que hoje o Exército tem feito no Brasil.”







