Ele trabalhou por quase 50 anos como motorista.

A construção de um espaço adequado para receber ônibus foi um marco em Beltrão. O motorista Francisco Ribeiro Pontes, que trabalhou na Cattani entre 1973 e 2020, lembra que a rodoviária oferecia mais comodidade aos passageiros e trabalhadores do setor.
“Antes a nossa parada era no posto da Cattani, na avenida, mas com a rodoviária melhorou bastante porque era uma das melhores que existia, com espaço pra esperar e a vantagem era que tinha o coberto pra não se molhar em dia de chuva ao descer ou entrar no ônibus”, lembra seu Chico. O coberto que ele se refere é a marquise sobre os boxes de parada dos ônibus, espaço que foi ampliado nos anos 90 para aumentar a cobertura. Quando começou a funcionar, a rodoviária também não tinha o pátio asfaltado.
Seu Chico acompanhou praticamente toda história do espaço, pois só parou de dirigir no ano passado, sempre na mesma empresa. Ele puxava gente para vários destinos, fazia fretamentos, mas a linha que mais operou foi a Beltrão-Curitiba.
E apesar do momento de incertezas para o setor, acredita que o novo espaço é um marco para a cidade — como foi a atual rodoviária há 43 anos. “Quando comecei os ônibus eram menores, ia gente de pé dentro e carregavam de tudo que se possa imaginar, mas as coisas foram evoluindo e hoje os veículos são mais modernos, todo mundo viaja confortável. A rodoviária tá acompanhando isso, essa nova ficou mais bonita e moderna e condiz com Beltrão, pois é o cartão de visitas da cidade”, pontua.
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