Toda cicatriz tem uma história, qual é a sua?

Geral

Toda cicatriz tem uma história. Para Alana Perondi, com a filha Madalena, a cicatriz da cesárea é a que menos incomoda. 

Cada um tem sua dor, física ou emocional, que deixa suas marcas. “As cicatrizes não me incomodam. A marca que elas carregam na minha vida são histórias alegres ou não. E as aventuras que vivi evidenciam que em cada marquinha de estria, linhas de expressão, cirurgias e mesmo os fatos emocionais, me tornaram a mulher que sou hoje. É igual a um livro, quanto mais folheado, rasurado estiver, mais conhecimento proporcionou”, comenta Sâmela Ize.

“Já posso escrever um livro”, resume Natalia Massarollo. Jusiméris Bariviera tem várias, algumas até causam dores, consequência de um acidente de carro. “Porém, como disse uma menina, nada se compara às dores da alma e as cicatrizes que nela temos. É por isso que tenho tanto carinho e respeito pelas pessoas depressivas.”

Natânia Vargas tem uma na testa, 16 pontos, presente do Dia das Crianças, há 15 anos. “Hoje ela já é bem mais clara, deixou a vermelhidão que tinha alguns anos atrás. Eu ficava com vergonha, então sempre cortava a franja de uma forma que cobrisse, pois foram pontos internos e externos.” Marisonia Thomas tem oito cicatrizes das brincadeiras de criança, além de duas decorrentes de cirurgias.

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Cesárea
Em geral, a cicatriz do parto é a que menos incomoda. “A minha cicatriz devo à cesárea; não me incomodou em momento algum. Me proporcionou o maior tesouro da minha vida”, destaca Alana Perondi, sobre a filha Madalena Perondi Koslovski. Também é o caso de Caroline Salmoria: “Do nascimento dos filhos (Victor e Vinícios). Do tombos da vida literalmente. De ficar perdida na floresta um dia todo no sol”. Jaqueline Cielo responde: “Uma de vesícula, uma de gerar a pessoinha que mais amo (Helena), uma de queda de moto e uma de ser teimosa, fui bater o pé pra mãe e pisei em cima de uma agulha de crochê que atravessou. Moral, nunca mais bati o pé”.

Arte de criança: Mordidas de macaco e de rato
Há ainda algumas histórias engraçadas e inusitadas, como o que aconteceu com Michelli Arenza. Aos 11 anos de idade, Michelli visitou um parente, que tinha um macaco. Antigamente, era comum animais silvestres em casa. “Brinquei com o macaquinho por horas. Na hora de ir embora, eu quis me despedir do meu novo amigo.

Estava chovendo e fui de guarda-chuva. Obviamente, o coitado achou que eu ia bater nele e me avançou na perna, tenho até hoje a marca do dentinho dele, ficou um buraco.

Quando ele me mordeu, eu bati mesmo nele, daí, ele avançou na minha mão, arrancou a minha unha do dedão, mas dessa não ficou cicatriz. Pense no fiasco que eu fiz pra tomar vacina depois, eram três doses na barriga. Cicatriz de mordida de macaco, quero ver me ganharem”, desafia, bem-humorada.

Luciane Santos levou uma mordida de um rato no dedo indicador, quando tinha 7 anos. “Minha gata deu cria, eram 3 filhotes. Um dia, já era finalzinho da tarde, ela caçou um rato grande e trouxe para alimentar seus filhotes, mas como eram em três e só um rato, eles começaram a disputar, aí eu pensei: Vou pegar esse rato e cortar em três partes, assim cada um vai comer uma parte e não vão mais brigar. Então eu peguei o rato, que aparentemente estava morto, mas ele se virou e grudou os dentes em meu dedo. Pense no susto e na dor, tanto que meu nono teve dificuldade para fazer o rato abrir a boca e soltar meu dedo. Resultado, peguei tétano”.

Michelli, quando criança, fez amizade com um macaco, até levar uma mordida.

 

Câncer de mama
Maria Luíza Guidini, de Realeza, tem várias cicatrizes por causa de um câncer de mama. Ela está curada e, na próxima semana, o JdeB contará sua história. Caso semelhante a Karin Schramm Portugal, de Curitiba: “Tenho uma cicatriz grande no meu seio. Pela graça de Deus, tive um câncer de pequena proporção e tive que tirar apenas um quadrante. Sou uma felizarda”.

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