Dona Ana Tubin ensinou esta “terapia” pras filhas Flaviana e Queila.

O artesanato com as agulhas é uma prática durante o ano todo, mas que tem tudo a ver com o inverno. “No verão me parece quente para fazer tricô, mas nos meses de março ou abril gosto de começar a produzir para a família ou para mim”, conta dona Ana Tubin, 71 anos, natural de Lindóia do Sul (SC), mas que reside em Francisco Beltrão há quatro décadas. Aliás, foi aqui que ela aprendeu a técnica.
“Aprendi a tricotar há mais de 40 anos, quando nos mudamos de Xanxerê (SC) para Francisco Beltrão. Uma amiga e vizinha chamada Ilda Bechi me ensinou, ela fazia tricô muito bem, conhecia muitos pontos, tinha uma habilidade maravilhosa e ensinava de uma maneira muito simples. Até então eu conhecia o crochê e um pouco de costura.”
As filhas Flaviana e Queila, ainda crianças, ao verem a mãe tricotar, sentiram vontade e curiosidade em aprender. “Aos poucos fui ensinando, no início criavam peças de tricô para as bonecas. Hoje a gente se ajuda, quando temos algumas peças para fazer trocamos ideias, compartilhamos dúvidas, elas me ajudam a tricotar os acabamentos das peças. Peço opinião e ideias sobre que ponto usar nas blusas e coletes.”
Atualmente, dona Ana tem tricotado para o neto Joaquim, 5 anos. No inverno, ele gosta de usar coletes e neste ano escolheu as cores dos quatro coletes que a vovó está fazendo pra ele. Flaviana, tia e madrinha do Joaquim, está ajudando na “solicitação” do garoto, que deseja ficar como os personagens da série infantil DPA (Detetives do Prédio Azul).
Há pelo menos quatro anos, mãe e filhas fazem golas de tricô. “Temos golas de todas as cores. Adoro estar com pescoço quente”, comenta Flaviana, que gosta também de presentear as amigas, já que é um artesanato que agrada muitas.





