Usuário é quem decidirá pelo compartilhamento de seus dados bancários

Começou a funcionar dia 13 o open banking — sistema que permite aos clientes autorizarem o compartilhamento de dados pessoais e financeiros entre instituições bancárias.

Priscila Kszani dos Santos, analista de produtos da Cresol Confederação.

Mais uma nova ferramenta colocada à disposição da população pelo Banco Central, o open banking promete dar mais autonomia para os clientes. O sistema permite (se os clientes autorizarem) o compartilhamento de dados pessoais e financeiros entre instituições bancárias. O objetivo é facilitar o acesso a produtos e serviços bancários, como empréstimos e cartões de crédito, que poderão ser oferecidos por outras instituições em condições semelhantes ou melhores às concedidas por bancos com os quais o consumidor já se relaciona.

Segundo Priscila Kszani dos Santos, analista de produtos da Cresol Confederação, o open banking é um sistema financeiro aberto que padroniza a comunicação entre bancos e outras instituições, como seguradoras, plataformas de câmbio, investimentos e previdência. “Com ele, todo o histórico e dados bancários, que antes pertenciam às instituições nas quais a pessoa tinha conta, passam a ser do próprio usuário. Assim, o usuário se torna independente para escolher quando e com quem compartilhar, possibilitando a criação de maior personalização.”

Ela salienta que o Open Banking incentivará a inovação e o surgimento de novos modelos de negócios centrados numa experiência com segurança, agilidade e conveniência para os usuários, favorecendo a inclusão e educação financeira. “O usuário poderá ter mais controle sobre sua vida financeira e, ao compartilhar suas informações, as instituições conhecerão mais o seu perfil para oferecer as melhores ofertas e condições de produtos, além de outros benefícios.”

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O open banking também deve acirrar a competição entre as instituições financeiras. A ideia é democratizar o sistema financeiro e promover a bancarização da população brasileira. “O open banking vem para contribuir muito no acesso de novas instituições, crescimento de instituições existentes, fortalecimento das fintechs, facilitando o acesso às informações dos usuários [sempre a partir do consentimento do usuário] e possibilitando a oferta de produtos e serviços personalizados, a partir da leitura destas informações que antes estavam concentradas nas principais instituições financeiras do País.”

Ela reforça que o novo sistema segue todas as orientações da Lei Geral de Proteção de Dados. Em todo o processo de compartilhamento de dados a segurança das informações e a gestão destas informações na mão do usuário são itens constantemente destacados. “Os dados somente serão compartilhados mediante autorização do usuário que irá especificar qual informação será compartilhada, com qual instituição, para qual finalidade e por quanto tempo. O usuário poderá revogar o consentimento através dos canais digitais da instituição de forma simples e intuitiva.”

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