E debatem projetos para este e os próximos anos. Resultado do ano foi positivo.

Nereu Miserski/JdeB
A assembleia geral da Editora Jornal de Beltrão S/A, realizada segunda-feira, 27 de abril, teve boa participação dos acionistas. Após aprovar as contas do exercício de 2025, que mais uma vez foram positivas, houve debate sobre projetos de curto e médio prazo, todos visando ao fortalecimento da empresa de comunicação, que, neste dia 1º de maio, completa 37 anos de existência. Começou como Ltda. e, desde 16 de novembro de 1992, é sociedade anônima, contando hoje com 225 acionistas.
Um assunto debatido foi sobre a necessidade de diversificar as marcas para aumentar o público atendido, como fazem muitas empresas. O acionista Osmar Mazetto citou a Raffer, que hoje tem cinco marcas para a venda de suas confecções produzidas em Francisco Beltrão. A informação dada pelos diretores da Editora é que essa diversificação foi buscada desde os primeiros anos. Em 1989, começou a circular o Jornal de Beltrão e, em 1994, foi criada a revista Gente do Sul, que circula até hoje e há propostas para tornar este nome mais abrangente. Tem projeto para ser usado como principal para a edição on-line. “Porque o nome Jornal de Beltrão pode limitar a participação de outras cidades, mas Gente do Sul é mais abrangente”, explicou o diretor Marcos Kuchinski.
Outras marcas — também já registradas no INPI, como as demais — são Jornal de Dois Vizinhos, Jornal de Pato Branco e Guia Paraná Sudoeste. A empresa também publica anuários, com temas definidos, sobre o Sudoeste do Paraná. Em 2024, publicou “Descubra Sudoeste – Potencialidades e Pontos Turísticos do Sudoeste do Paraná”. Em 2025, “Paraná Sudoeste Indústria – A força e a diversidade da indústria regional”. Em 2026, vai publicar “Gente do Sul Agronegócio”.
Sábado passado, 25 de abril, estreou “Agrorregião”, um caderno semanal que também vai além das fronteiras do Sudoeste do Paraná.
Apresentadores dos temas da Assembleia

Presidida pelo jornalista Ivo A. Pegoraro, que é o presidente do Conselho de Administração da Editora Jornal de Beltrão S/A, a assembleia foi iniciada informalmente com a autoapresentação de todos os acionistas presentes e seus acompanhantes. Na parte formal, o diretor administrativo-financeiro Eduardo A. Spiler leu o edital de convocação e, depois, anunciou os encaminhamentos para aumento do capital social, destinação dos lucros e alteração do quadro social. No exercício, houve venda de mais ações e admissão de dois novos acionistas. Na hora dos assuntos gerais, Eduardo também falou da repintura dos prédios da Editora, em toda a parte externa de seus mais de 1.700 metros quadrados de construção.
O jornalista Flávio Pedron, que é o diretor de Redação, apresentou o relatório da diretoria, destacando liquidação de empréstimo do financiamento para a energia solar, pintura dos prédios, aumento do capital de giro e, repetindo o que tem acontecido ao longo dos já 37 anos da empresa, “os salários e seus respectivos encargos foram pagos sempre em dia”.
O diretor comercial, Marcos A. Kuchinski, falou da instalação de um painel de LED, do andamento dos cadernos e anuários produzidos pela Editora, da circulação do Jornal de Beltrão e demais publicações e da promoção dos Destaques do Ano, que é realizada com sucesso desde 1990 em Francisco Beltrão e desde 1998 em Dois Vizinhos e que, em 2026, deverá ser realizada também em Pato Branco.
O gerente do setor de Arte-Final, Luciano Trevisan, que foi oficializado pela assembleia como novo integrante do Conselho de Administração — junto com Alexandre Bággio, Domingos Rafagnin, Eduardo Spiler, Flávio Pedron, Ivo Pegoraro, Luiz Carlos Bággio, Marcos Kuchinski e Vanessa Moresco —, falou sobre o site do Jornal de Beltrão, único da região e um dos poucos do Paraná que têm assinantes e está sempre buscando alternativas para melhor atender seus leitores e anunciantes e as demais publicações da Editora. O site é beneficiado pela produção conjunta do Jornal de Beltrão, mas também muito contribui para a valorização dos anúncios veiculados e a circulação das suas publicações.
O presidente Ivo Pegoraro também falou sobre o patrimônio construído pela Editora, segundo ele, em grande parte pela grande força dada pelos acionistas, que também foram precisos nos investimentos que fizeram. Dois terrenos que foram adquiridos em 1995 por pouco mais de R$ 100 o metro quadrado, hoje estão avaliados em R$ 2.500 o metro quadrado. Em 33 anos, os acionistas investiram na empresa, adquirindo ações ou trocando produtos e serviços por ações, cerca de R$ 2,9 milhões, mas já receberam de volta, em forma de dividendos, bônus e juros, R$ 1,9 milhão. E têm um patrimônio, entre terrenos e construções, avaliados pelas imobiliárias Sendeski, Casaril e Tomazoni, máquinas, equipamentos e móveis, de R$ 12 milhões. E o valor da ação, que em 1992 começou com 0,081 centavos de dólar, encerrou 2025 em 0,907 dólares, ou R$ 5.
Para encerrar, teve jantar nas dependências da Editora. Cada participante recebeu um boletim com informações sobre o balanço de 2025, mais informações da empresa, o conteúdo da assembleia e a foto de todos os participantes.




