GUERRA NA UCRÂNIA

Beltronense atua na guerra e procura jovem de Ampére

Lucas Felype. Foto: Arquivo Pessoal/ Rede social.

Lucas Felype, nascido em Francisco Beltrão, está desde maio na Ucrânia, onde atua como soldado contratado na Quarta Legião Internacional das Forças Armadas do país. Ele deixou o bairro Cango em busca de um novo sentido para a vida e relata que a experiência representa uma transformação pessoal. “Depois que minha mãe me deixou, comecei a questionar o sentido da vida, trabalhar, voltar pra casa e repetir tudo no dia seguinte. Aqui, encontrei um renascimento”, afirmou em suas redes sociais.

Lucas se alistou por meio de um formulário online, disponível no site oficial da Legião Internacional (www.ildu.mil.gov.ua). “Quando fui chamado, achei que fosse um golpe”, contou. Sem experiência militar, ele recebeu treinamento básico ao chegar e continua em formação. “No começo o salário é básico, mas depois melhora.” A comunicação com os colegas — de várias partes do mundo — ocorre em inglês.

Nos últimos dias, Lucas passou a colaborar com as buscas por Wagner Vargas, jovem de Ampére desaparecido desde 15 de junho, também voluntário na guerra. Ele soube do caso após um amigo enviar o link de uma reportagem da Rádio Ampére e desde então tenta localizar o batalhão ao qual Wagner estava vinculado. “Ainda não consegui, mas várias pessoas começaram a me passar informações.”

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A família de Wagner já entrou em contato com Lucas pelas redes sociais. A situação segue gerando preocupação entre parentes e amigos do jovem paranaense.

Como funciona o alistamento na Legião Internacional da Ucrânia

A Legião Internacional para a Defesa da Ucrânia é formada por voluntários estrangeiros que se alistam para combater a invasão russa. O processo de ingresso é feito exclusivamente online e exige que o candidato tenha entre 18 e 60 anos, esteja em boas condições de saúde e com passaporte válido. Não é necessário ter experiência militar, embora isso seja considerado uma vantagem.

Os voluntários precisam arcar com seus próprios custos de viagem e entrada legal no país. Após a chegada, passam por avaliações médicas e treinamento com foco em táticas básicas de combate. A estrutura é mantida pelas forças armadas ucranianas, mas não há vínculo formal com governos estrangeiros.

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