Em assembleia, cooperativa aprovou mudança de nome e apresentou projeto de nova unidade de recebimento de grãos com capacidade para 340 mil sacas.

Flávio Pedron/JdeB
A Cooperativa de Produtores Rurais Cooperalto, sediada em Verê, vive um momento de transição e expansão.
Em recente Assembleia Geral Ordinária de prestação de contas relativa ao exercício financeiro de 2025, a organização oficializou sua nova denominação e detalhou os investimentos em uma estrutura administrativa e de recebimento de grãos na PR-493, na Linha Planalto
Anteriormente operando com outra nomenclatura, a cooperativa passou a se chamar Cooperalto. Segundo o presidente Geicimar Teixeira, a mudança foi estratégica e necessária devido ao registro prévio da marca “Cooper Verê” por outra cooperativa local.

Flávio Pedron/JdeB
“Escolhemos Cooperalto em homenagem à comunidade de Planalto, onde a sede será instalada, e também por representar um ponto geográfico elevado do município”, explicou Geicimar em entrevista ao JdeB.
Investimento em infraestrutura
Atualmente funcionando em um barracão alugado, que fica às margens da PR-475, a Cooperalto iniciou em novembro de 2025 as obras de sua sede própria.
A previsão é que a estrutura esteja em funcionamento em novembro de 2026. O projeto é robusto e focado na agilidade logística: capacidade de Armazenagem: 260 mil sacas de cereais e 80 mil sacas de feijão; tecnologia: Balança rodoviária de 30 metros, tombador de 21 metros e duas moegas (uma exclusiva para caçambas). O objetivo é evitar filas e garantir rapidez no fluxo de entrada e saída durante a safra.
Desempenho e mercado
A cooperativa iniciou as operações comerciais em 2025 com foco na venda de insumos. Mesmo operando com 30% do grupo inicial, registrou margens positivas. Para 2026, a meta é alcançar a totalidade dos cooperados, que hoje representam 20% da área produtiva de Verê – mais de três mil hectares.
Sobre a destinação da safra, Geicimar revelou uma possível parceria logística com a Coopertradição, aproveitando a nova indústria esmagadora de soja da região para buscar melhores margens.
Além disso, o grupo planeja expandir os serviços para o setor de combustíveis (TRR) e não descarta futuras fusões ou expansões para municípios vizinhos após a consolidação da sede.
Desafios climáticos e geopolítico
O cenário para a safra 2025/26 exige cautela. O executivo demonstrou preocupação com a instabilidade climática — que variou de excesso de chuva a períodos de estiagem — e com a volatilidade dos preços internacionais.
A guerra no Oriente Médio tem impactado diretamente o custo e a disponibilidade de insumos.
“Temos navios parados e empresas retirando tabelas de preços do mercado. Nosso papel tem sido passar segurança ao cooperado para que a compra seja feita no momento certo”, pontuou Geicimar, reforçando que o foco atual é a gestão segura para atravessar o momento de incertezas.





