Confederação dos Trabalhadores do Comércio defende a redução

Encontro na sede do Sec-FB: Jucelí Pacífico, Julimar Nonatto, dr. Allan Andreassa, Daniel Rosaneli, Mariane Trevisol e Orlandina Resende.
Leandro Czerniaski/JdeB

A redução da jornada de trabalho entrou definitivamente na pauta do mundo político e da sociedade.

Projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional buscam reduzir o tempo semanal dedicado ao trabalho de 44 para 40 ou até 36 horas.

Entre as propostas, destaca-se a enviada pelo Governo Federal — que propõe uma alteração mais conservadora — e que está sendo analisada em regime de urgência.

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Isso significa que o texto possui prazo reduzido e tramitação simplificada antes de ser votado em plenário.

O caráter de urgência do projeto foi criticado por entidades patronais, que classificaram a proposta como eleitoreira.

No entanto, o presidente da Contracs (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços), Julimar Nonato, defende que a redução seja votada antes das eleições.

“Essa é a hora em que o deputado tem que mostrar sua posição, justamente antes do pleito, para que o eleitor veja se o seu representante está votando de acordo com o que ele pensa”, afirmou Julimar, que esteve ontem em Francisco Beltrão.

O dirigente participou de um encontro com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Francisco Beltrão e Região (SEC-FB).

Organização da categoria

A reunião tratou das ferramentas de organização da categoria e das entidades sindicais, do plano de lutas e do alinhamento de pautas ligadas aos trabalhadores, incluindo o fim da escala 6×1.

“A questão agora é política, está com o Congresso. A redução da jornada não vai trazer o impacto negativo que estão alardeando: nossos trabalhadores são qualificados, têm bom rendimento e o avanço tecnológico permite que haja menor tempo de trabalho sem prejuízo das funções”, argumentou Julimar.

Outras pautas levantadas tratam do combate à “pejotização” (contratação de trabalhadores como empresas), do fortalecimento das negociações coletivas, da regulamentação do trabalho por aplicativos, do direito à negociação para servidores e do combate ao feminicídio.

Estes eixos foram levados ao Governo Federal e ao Congresso na última semana, durante a Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), em Brasília.

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