A nutricionista Albertina Ramos orienta a forma adequada de consumir o alimento e quais suas contraindicações.

JdeB – O pinhão, tradicionalmente consumido durante o inverno, é um prato típico da nossa região e carrega lembranças afetivas: a família reunida em volta do fogão a lenha, a prosa acompanhada de café ou chimarrão, entre um aperitivo e outro dessa semente da araucária – cozida ou tostada. Mas como inseri-lo na dieta de forma saudável, sem prejudicar a saúde?
De acordo com a nutricionista Albertina Ramos, o pinhão é uma excelente fonte de energia, principalmente por ser rico em amido, um tipo de carboidrato complexo. Também contém fibras, proteínas, gorduras saudáveis e minerais como potássio, ferro, cálcio e magnésio, além de vitaminas C e do complexo B.

Em 100 gramas, o pinhão cozido fornece entre 170 e 190 calorias, sendo a maior parte dos macronutrientes composta por carboidratos. Essa densidade energética o torna especialmente útil para trabalhadores braçais, atletas, crianças e adolescentes em fase de crescimento. “Por ser rico em fibras, ele também favorece o funcionamento intestinal e ajuda a prolongar a saciedade, o que contribui para o controle do apetite ao longo do dia”, explica a nutricionista.
Embora seja um alimento mais calórico, o pinhão pode fazer parte de dietas para perda de peso. Para isso, é necessário atenção às quantidades. O ideal é consumi-lo cozido, em porções moderadas, substituindo outras fontes de carboidrato, como arroz, batata ou pão. Albertina diz que, tanto na forma assada quanto cozida, o alimento preserva bem seus nutrientes, mas o cozimento tende a ser mais eficiente nesse aspecto. O pinhão cru deve ser evitado, pois pode conter substâncias tóxicas.
As contraindicações do alimento
Apesar dos benefícios, o pinhão não é recomendado para todas as pessoas. Indivíduos com doença renal crônica, por exemplo, devem ter cautela devido ao alto teor de potássio. Também é preciso atenção no caso de dietas com restrição de carboidratos, além de possíveis reações em pessoas com alergia a sementes. Crianças pequenas, idosos ou pessoas com problemas gastrointestinais devem evitar o pinhão verde, que é mais indigesto.
O índice glicêmico do pinhão é considerado baixo a médio, o que significa que ele libera açúcar no sangue de forma mais lenta. Por isso, pode ser consumido por pessoas com diabetes, desde que em quantidades controladas e dentro de uma alimentação equilibrada.
Além disso, o pinhão pode ser uma boa fonte de energia para quem pratica atividade física. Por ser rico em carboidratos complexos e gorduras boas, ajuda a manter o rendimento durante o exercício e contribui para a recuperação após o treino. Pode ser consumido como parte de uma refeição pré ou pós-treino, desde que combinado com outros alimentos que completem o perfil nutricional necessário.






