Prefeitura encontrou garrafas, restos de construção e plástico durante a limpeza e pede ajuda da população para a preservação do rio.

Leandro Czerniaski/JdeB
Uma operação com escavadeira especial, caminhões e um local licenciado para receber os rejeitos está em execução ao longo do rio Lonqueador. Faz cerca de 50 dias que a Prefeitura iniciou o processo de desassoreamento, a limpeza do leito para retirada de lama e mato que se acumulam com as chuvas — o material desce de áreas mais altas e vai sendo represado dentro do rio, deixando cada vez menos espaço para a água e tornando os alagamentos mais frequentes.
No ano passado, uma parte do rio já havia recebido esse serviço, mas de forma mais superficial. Agora, o trabalho é feito em parceria entre as secretarias de Interior e de Infraestrutura e conta com uma escavadeira com braço de 16 metros de alcance. O equipamento estava parado e foi recuperado pela equipe de manutenção do município, permitindo limpar o outro lado do rio sem deixar ilhas ao longo do leito.
Quatro caminhões terceirizados fazem a coleta do material, que é levado para uma área com autorização ambiental. São cerca de 40 viagens por dia. Outra equipe atua na lavagem das ruas após os serviços, para evitar o barro e a poeira.

Leandro Czerniaski/JdeB
Segundo o secretário de Interior, Janir Cella, nas últimas semanas, o trabalho foi realizado de segunda a sábado e o bom tempo permitiu o avanço para além do previsto. “Essas áreas mais acima, na região do Industrial até a Avenida União da Vitória, tinham grande acúmulo de material. Mas, com equipe experiente, bom tempo e um trabalho conjunto, conseguimos prosseguir de forma satisfatória e já estamos entrando na reta final do serviço”, comenta.
Nesta semana, o ponto de limpeza estava concentrado nos fundos da unidade de saúde do bairro Vila Nova. Durante o serviço, um trecho de muro caiu nas proximidades do Supermercado No Ponto. A reconstrução já está sendo viabilizada. A estimativa é de que quase 2 mil cargas de material tenham sido recolhidas, o que pode chegar a 30 mil m³.
Pneus, móveis, garrafas…
Entre os rejeitos retirados do rio estão terra, massa verde (vegetação) e lixo. “Encontramos pneus, alguns restos de móveis e construção, plástico e principalmente garrafas”, diz Cella. A quantidade de vidro retirada até agora é suficiente para encher dois caminhões.
O material considerado reciclável precisa ser separado antes da destinação do restante dos rejeitos.
Serviço periódico
A última vez que o rio Lonqueador havia passado por uma dragagem completa foi em 2016. Cella defende que este trabalho tenha que ser periódico para permitir a boa vazão da água durante chuvas intensas e garantir o ecossistema do rio. “Durante a limpeza, verificamos que ainda há muito peixe no Lonqueador, o que é um sinal de vida no rio, mas precisamos de um esforço conjunto: a Prefeitura limpa a terra e a população ajuda a não poluir com esgoto irregular e lixo”, pontua.






