Casa conectada dá comodidade e segurança e pode ser pensada desde o projeto

Arquiteta Letícia Martins explica que pensar nas tecnologias na hora de construir evita estresse, gastos extras e transtornos. Vinícius Menegotto, da Inovatta Ambientes, e Hyoran Spessatto e Jeferson Sartori, da Elesset Engenharia, elencam possibilidades tecnológicas disponíveis na região.

A influencer digital e especialista em recursos humanos beltronense Flaviana Tubin comanda uma cozinha automatizada, na Inovatta Ambientes. Foto:Jônatas Araújo.

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Por Juliam Nazaré – A era da automação promete deixar mais fáceis as tarefas do dia a dia numa residência. Uma das principais tecnologias disponíveis no mercado é a Alexa, um robô que, entre outras tarefas, é capaz de avisar sobre compromissos pessoais e de trabalho, dar alarmes, reproduzir músicas, pesquisar receitas e, se conectada a uma central de comando, pode ligar a luz ou acionar outros equipamentos – tudo sob um comando de voz. Outra opção popularizada recentemente são os aparelhos que varrem e passam pano pela casa enquanto o dono sequer está presente. Basta a presença da internet e de um celular para que tudo isso seja feito.

Internet das coisas é o termo dado à tecnologia que conecta itens, como eletrodomésticos, à rede mundial de computadores. As possibilidades já são enormes: ar-condicionado, fogões, geladeiras, smartTVs, máquina de lavar e até fechaduras de portas com reconhecimento facial.

De acordo com a arquiteta Letícia Martins, de Dois Vizinhos, a inteligência artificial chega para proporcionar segurança e comodidade. “Há sistemas de voz para ligar desligar um equipamento. Câmeras sem fio que detectam ruídos e definem se são de pessoas ou animais e te enviam notificação no celular quando alguém está chegando”, acrescenta.

A Inovatta, empresa de Francisco Beltrão especializada em móveis planejados, já oferece aos clientes a opção de ambientes inteligentes. “Temos possibilidade de automatizar itens como portas e gavetas de cozinha. Nós projetamos o móvel e, caso o cliente queira essa tecnologia, utilizamos componentes que permitam a automação”, conta o gerente Vinicius Menegotto.

Alexa, cadê a farinha?

Na sede da empresa, uma cozinha integrada à Alexa impressiona os visitantes. Basta pedir, por voz, onde está determinado ingrediente, que a porta de um armário se abre e o item fica à disposição.

Uma das pioneiras no país ao adicionar em seu showroom móveis inteligentes, a Inovatta trabalha em parceria com a Elesset, empresa especializada em automação, que faz a integração de diversos itens a centrais de comando. “Um exemplo é o ar-condicionado, que você pode acionar antes de chegar em casa, pelo celular. Assim, quando chega, a temperatura na residência já estará adequada. Numa piscina, você programa funções desde a iluminação, filtragem e o acionamento da cascata”, explica o engenheiro eletricista Hyoran Spessatto, sócio da Elesset.

Vinicius Menegotto, arquiteto e gerente da Inovatta Ambientes. Foto: Luciano Trevisan.

Casa conectada desde o projeto 

Num período de introdução a essas novidades, as pessoas adaptam os ambientes para instalar esses dispositivos. Mas já é possível construir um imóvel preparado para receber itens com sistema avançado. “Se você não tem um local planejado, precisa quebrar paredes ou fazer outras intervenções. Um projeto de arquitetura integrado vai evitar mão de obra, estresse e gastos extras”, explica Letícia Martins.

A tendência para o futuro próximo é que as moradias sejam totalmente conectadas. Os aparelhos de comando por voz estarão interligados ao fogão, por exemplo, e avisarão quando determinada receita estará pronta. A geladeira vai te avisar para incluir leite ou refrigerante na lista de compras, quando eles acabarem.

Preço acessível

A internet das coisas e seus apetrechos, embora anunciados há alguns anos, ainda são uma novidade no mercado. Isso faz com que, para adquirir essa tecnologia, o consumidor desembolse um valor mais alto em comparação a itens “comuns”. Entretanto, a tendência é de barateamento, conforme a popularização. “Hoje a demanda na região ainda é pequena porque é recente. Nos grandes centros, a procura já é maior”, afirma Hyoran.

Tendência

No início da década de 2010, os celulares com teclas começaram a dividir mercado com os smartphones. Em poucos anos, aqueles sumiram das lojas: o mercado foi arrebatado pelos aparelhos com “touch-screen”. Se fenômeno parecido acontecerá com os móveis e eletrodomésticos inteligentes só o tempo dirá. Para o engenheiro de produção e sócio da Elesset Jeferson Sartori, é possível, prever, no mínimo, o fim dos controles remotos. “Vamos partir somente do comando de voz e do celular. O dia a dia atual é muito mais corrido que o de antigamente. Cinco minutos que você passe procurando um controle pra ligar a TV farão diferença na rotina, e isso pode ser resolvido através da Alexa, por exemplo”, diz.

Assim como nas indústrias, onde os robôs agilizam e facilitam processos, o mesmo está começando a acontecer dentro das casas.

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