Com vídeo sobre a vida há 70 anos, alunos resgatam hábitos da Vila Marrecas

Filme foi o mais premiado no Curtabel.

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Estudantes representaram cenas do cotidiano de pioneiros de Vila Marrecas. Foto: Divulgação.

Por Leandro Czerniaski – A rotina em casa, os momentos de lazer na bodega, os ritos do casamento e as práticas do trabalho doméstico e na roça. Essas são algumas das cenas que alunos da Escola do Campo Epitácio Pessoa, de Seção Jacaré, reproduziram em um curta-metragem que retrata a vida na Vila Marrecas. Quem vê o filme, volta no tempo.

A iniciativa faz parte da disciplina de Arte e Cultura Popular do ensino integral e envolveu alunos do 7º ano. Para produzir o vídeo, eles se inspiraram nas histórias e costumes dos próprios antepassados. “A ideia inicial era gravar algo com algumas coisas que os pioneiros faziam. No próprio planejamento, os alunos já foram participando e ajudando a montar o roteiro, buscando informações e aspectos da família e dos avós. Quando estávamos gravando, também iam sugerindo, dando ideias, de como articular as cenas”, comenta a professora Daniele Faenello. Os estudantes também se envolveram em pesquisas para retratar as tradições e memórias dos colonizadores de Francisco Beltrão.

Para gravar, utilizaram cenários no entorno da escola — a igreja cinquentenária, o bar de madeira e as residências que mantêm objetos e utensílios de época. O figurino veio através de uma parceria com o grupo de teatro Théspis. Professores e membros da comunidade também ajudaram a elaborar o trabalho audiovisual, que resultou em um curta-metragem com pouco mais de oito minutos e que faturou nove premiações no Curtabel, o festival beltronense que reconhece trabalhos do gênero. O prêmio de melhor ator coadjuvante, inclusive, foi para um aluno com Transtorno do Espectro Autista.

Cenas representam o trabalho, momentos de lazer, usos e costumes dos pioneiros. Foto: Divulgação

Os alunos já possuem familiaridade com produções de conteúdo em vídeo. É que o curta sobre a vida na Vila Marrecas é uma continuidade do projeto Jornal na Escola, que apresenta temas ligados à comunidade escolar em forma de reportagem.

Reflexões

Para a professora Daniele, o filme pode servir de base para outras turmas ao abordar a história do município e sua produção permitiu algumas reflexões. “É interessante observar a divisão de funções e alguns aspectos que havia, como o hábito de fumar e a existência de ambientes e funções definidas para homens e mulheres na sociedade da época”, cita a educadora, que alogia o envolvimento de alunos e da comunidade no curta. As professoras Gilmara Nesi, Claudia Mattei, Eliane Mattei, Adalgisa Piasson e Iria Nesi também participaram do processo de produção.

Veja o filme:

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