
JdeB – Francisco Beltrão foi destaque na edição do Bom Dia Paraná da RPC-TV, de segunda-feira, 5, em matéria sobre a campanha de vacinação no Paraná contra a poliomielite entre crianças de 6 meses a 4 anos e 11 meses.
Conforme os números mostrados na reportagem, o Paraná precisa vacinar 620.050 crianças e até o último fim de semana tinha vacinado só 260.080. Nos maiores municípios paranaenses os índices não passavam de 40%.
Os municípios de Beltrão, com 70%; e Pato Branco, com 62%, apareceram com os maiores índices vacinais do Estado.
Esse destaque para Beltrão não foi por acaso, é que a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Serviço de Vigilância Epidemiológica, decidiu mobilizar as escolas públicas e particulares e os centros municipais de Educação Infantil visando a adesão à campanha.
Os pais enviaram às escolas as autorizações e as carteiras de vacinações para que as equipes das unidades básicas de Saúde e da Vigilância Sanitária realizem a vacinação e coloquem as informações.
Salto no índice
Esta mudança de estratégia possibilitou um salto nos índices de vacinação. Até o Dia D, realizado dia 20 de agosto, pouco mais de 40% da meta de 4.600 crianças da faixa-etária tinha recebido o imunizante. Agora, o índice está em 70% e a visitação dos profissionais de Saúde às escolas e centros municipais de Educação Infantil continua.
A enfermeira da Prefeitura Ana Paula Valandro, do Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Beltrão, acha que muitos pais não estão dando importância a esta vacina porque não há casos de paralisia infantil no Brasil. Porém, se os índices em nível nacional caírem, a doença pode voltar como ocorreu com o sarampo.
Ana Paula Valandro adianta que cerca de 3.500 crianças da faixa-etária abrangida já receberam a vacina contra a pólio.
Na Escola Betel a aplicação do imunizante ocorreu terça-feira, 6. Davi Balvedi, de 4 anos, Raul, de 4 anos e 5 meses, entre outras crianças foram imunizadas.
Edson Barbosa, representante comercial, levou a filha para receber as duas gotinhas contra a paralisia infantil. “A gente sempre leva ela. Acho importante [a vacinação], a gente prima muito por isso.”
Campanha de Vacinação contra a pólio é prorrogada
Por Karine Melo/ABR – Em mais uma tentativa de incentivar a imunização de crianças e adolescentes, o Ministério da Saúde prorrogou, até o dia 30 deste mês, a Campanha Nacional de Vacinação que tem como foco a paralisia infantil. Em ofício enviadosegunda-feira, 5, pela pasta, a secretários estaduais e municipais da Saúde, o Ministério diz que a medida foi motivada pela baixa adesão da população à campanha. Apenas 34% do público-alvo de 1 a 4 anos tomou a vacina contra a poliomielite.
“O Programa Nacional de Imunizações permanece alertando sobre a importância e o benefício da vacinação do público-alvo das campanhas para a manutenção da eliminação da poliomielite, uma vez que a doença permanece como uma prioridade política, nacional e internacional, e a erradicação só será possível mediante esforços globais, e pela necessidade de proteger as crianças e adolescentes contra as doenças imunopreveníveis e respectivamente melhorar as coberturas vacinais.”
O Brasil é considerado país livre da poliomielite desde 1994, mas, com a baixa adesão vacinal, médicos alertam para os riscos de volta da doença, especialmente após o registro de novos casos no exterior, em países como os Estados Unidos e Israel.
O Brasil continua com a meta de imunizar 95% de um total de 14,3 milhões de crianças. Estão disponíveis no País 18 imunizantes contra várias doenças e, por isso, outro objetivo da ação é vacinar também adolescentes menores de 15 anos, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Além da VIP (vacina inativada poliomielite), 17 vacinas estão disponíveis para aplicação em crianças e adolescentes até 15 anos.
As vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, disponíveis para atualização da carteirinha, são: hepatite A e B; penta (DTP/Hib/Hep B); pneumocócica 10 valente; VRH (vacina rotavírus humano); meningocócica C (conjugada); VOP (vacina oral poliomielite); febre amarela; tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba); tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba, varicela); DTP (tríplice bacteriana); varicela e HPV quadrivalente (papilomavírus humano).
Também estão à disposição para adolescentes as vacinas HPV, dT (dupla adulto); febre amarela; tríplice viral, hepatite B, dTpa e meningocócica ACWY (conjugada).
Segundo o Ministério da Saúde, todos os imunizantes que integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguros e estão registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A campanha de vacinação coincide com a imunização contra a covid-19, que está em andamento. Segundo o Ministério, as vacinas contra covid-19 podem ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais do Calendário Nacional, na população a partir de 3 anos de idade.





