SUDOESTE DO PARANÁ

Saiba o que muda no novo Minha Casa, Minha Vida

As novas regras para financiamento de imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida começaram a valer nesta semana. Com as mudanças, os limites de renda foram ampliados em todas as quatro faixas do programa. Isso permite, por exemplo, que pessoas que estavam na faixa 3 anteriormente agora financiem via faixa 2, que tem juros menores.

O valor máximo dos imóveis também foi atualizado — para a faixa 3, passa a ser R$ 400 mil e, para a faixa 4, R$ 600 mil. As mudanças foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ampliação contará com recursos do Fundo Social, com cerca de R$ 31 bilhões destinados ao programa.

Segundo o governo, as mudanças devem ampliar o acesso ao programa, totalizando 87,5 mil famílias com juros menores; 31,3 mil novas famílias na faixa 3; e 8,2 mil famílias incluídas na faixa 4. A equipe técnica estima impacto de R$ 500 milhões em subsídios e de R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.

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Impactos locais

As alterações no principal programa de financiamento habitacional do país devem ter reflexos imediatos em Francisco Beltrão. O corretor de imóveis José Carlos Vieira, coordenador do Núcleo Imobiliário da Acefb, observa que, com mais famílias inseridas no programa e em faixas atrativas, os negócios acontecem com mais rapidez. “Agora abre um leque maior para quem está em busca de imóvel, o que garante mais agilidade na comercialização e segurança ao comprador”, analisa.

Apesar das condições mais atrativas, o financiamento continua sendo um desafio para muita gente. Segundo a correspondente da Caixa, Francieli Leonardo, a entrada de 20% e os critérios de aprovação bancária ainda são uma barreira para muitos compradores em potencial.

Por isso, ela recomenda algumas ações para quem pretende financiar pela Caixa: “Muitos clientes não têm uma gestão financeira adequada e acabam indo para o Serasa/SPC, muitos não declaram a renda real e isso impacta na hora de liberar o crédito. Criar o relacionamento com a Caixa é algo superimportante que as pessoas não dão muita importância, mas que faz diferença”, orienta.

Francieli atua na Ativa, que encaminha os financiamentos para o banco, e presta assessoria gratuita para alinhar os diferentes perfis de clientes com padrões de imóveis.

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